Geraldo Alckmin classifica como "inadmissível" ocupação do Congresso Nacional

Vice-presidente critica bloqueio nas Casas e defende funcionamento pleno do Legislativo

O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) declarou neste sábado (9) que considera “inadmissível” a ocupação das mesas diretoras da Câmara e do Senado pela oposição, ocorrida na última semana. Para Alckmin, o Parlamento é uma casa de todos, e impedir seu funcionamento por discordar de decisões judiciais fere a democracia.

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
Geraldo Alckmin

A ocupação das mesas ocorreu em protesto contra a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Parlamentares da oposição fecharam o acesso às mesas e utilizaram esparadrapos na boca, simbolizando um suposto silenciamento. Após mais de 30 horas, a sessão da Câmara foi retomada, enquanto no Senado o movimento durou duas noites.

Esses atos motivaram denúncias que foram encaminhadas à Corregedoria Parlamentar para investigação. O presidente Lula também criticou a obstrução, fazendo um apelo público ao senador Sérgio Petecão para não apoiar o impeachment de Alexandre de Moraes, e classificou os oposicionistas como “traidores da pátria” por tentarem paralisar o Legislativo.

Alckmin reforçou que o Executivo é responsabilidade dos eleitos e o Legislativo deve ser espaço plural para todos os representantes, sem interrupções. “O parlamento é o pulmão da democracia. Não faz sentido impedir seu funcionamento porque não gostou de uma decisão judicial”, concluiu o vice-presidente durante evento em São Paulo.

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