Presidente da CPMI chama esquema do INSS de “máfia bilionária”

Carlos Viana acusa operadores de usar escritórios para maquiar desvios da Previdência

O senador Carlos Viana (PL-MG), presidente da CPMI do INSS, afirmou nesta quinta-feira que as fraudes descobertas nas investigações não têm amadores, mas sim estrutura de uma “máfia bilionária”. Segundo ele, o depoimento de Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, reforça o caráter sofisticado do esquema, que teria movimentado até R$ 7 bilhões da Previdência. 

Foto: Ed Alves CB/DA Press
Carlos Viana

Viana apontou que os investigados contavam com escritórios de contabilidade e advocacia de alto custo, usados para maquiar operações e dar aparência de legalidade às transações fraudulentas. Ele citou bens como casas, salas comerciais adquiridas à vista e até a compra de aeronaves, cujas origens são questionadas na comissão. 

A CPMI vai votar requerimentos para aprofundar a investigação. Entre eles, a prisão do advogado Nelson Wilians, por suposta falta de cooperação, e o depoimento de presidentes de entidades que teriam recebido recursos suspeitos através de empresas ligadas ao esquema. Viana também disse que vai convocar o presidente da Conafer e outros com bens apreendidos pela PF. 

O senador ressaltou que os sigilos bancário e fiscal de principais envolvidos já foram quebrados e que os próximos passos visam rastrear saques, movimentações de malas de dinheiro e destinos finais dos recursos. “Queremos saber para onde foram os saques que saíram dos bancos e aviões”, disse. 

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