Pesquisa do Ranking dos Políticos indica que o Congresso Nacional demonstra maior confiança no Banco Central (BC) do que no Supremo Tribunal Federal (STF) na condução do caso envolvendo o Banco Master. O levantamento ouviu deputados e senadores e apontou avaliações mais positivas ao órgão técnico, especialmente diante de impactos econômicos e financeiros ligados ao tema.
Entre deputados, cerca de 68,5% classificaram a atuação do BC como “excelente”, “boa” ou “regular”, enquanto no Senado esse índice chega a aproximadamente 77%. Já a avaliação do STF é majoritariamente negativa: mais da metade dos deputados considera a atuação “ruim” ou “péssima”, percentual que sobe para cerca de 63% entre senadores.
A percepção crítica em relação ao Supremo aparece em diferentes espectros ideológicos, mas é mais intensa entre parlamentares de direita. Nesse grupo, a avaliação “péssima” se aproxima da maioria tanto na Câmara quanto no Senado, enquanto no centro predomina a classificação “ruim” e, na esquerda, embora haja maior tolerância, ainda existem índices relevantes de reprovação.
Segundo o diretor-geral do Ranking dos Políticos, Juan Carlos Arruda, os dados indicam que o Parlamento tende a confiar mais em órgãos técnicos do que no Judiciário, sobretudo quando decisões judiciais afetam a economia. O ambiente de insatisfação pode estimular propostas legislativas para revisar competências e buscar maior previsibilidade e segurança jurídica em temas de impacto sistêmico.