O prefeito de Maricá (RJ) e vice-presidente nacional do PT, Washington Quaquá, gerou grande repercussão ao posar para fotos ao lado de Ailton Guimarães Jorge, conhecido como Capitão Guimarães, no último sábado, 14. O episódio ocorreu durante a apresentação da escola de samba União de Maricá na Marquês de Sapucaí.
Capitão Guimarães, com 83 anos, é um dos nomes mais notórios vinculados ao jogo do bicho no Rio de Janeiro. Ele possui antecedentes na Justiça por contravenção, corrupção, e é acusado de homicídio em 2020. As imagens do encontro foram compartilhadas pelo petista em suas redes sociais, gerando grande discussão pública.
Na ocasião, Quaquá participava do desfile como passista e, em determinado momento, interrompeu sua apresentação para cumprimentar e posar ao lado de Guimarães. Esta não é a primeira vez que o nome de Quaquá é associado ao de Capitão Guimarães. Em 2025, ambos foram acusados de articular para que a União de Maricá obtivesse vantagens no desfile da Série Ouro do Carnaval.
O apelido de Capitão Guimarães remonta ao período em que trabalhou como agente da repressão durante o regime militar. Nos anos 60, segundo o jornal O Globo, ele foi encarregado de perseguir sindicalistas na Baixada Fluminense, estreitando sua relação com a Polícia Civil e fomentando a corrupção entre suas fileiras. Na década de 70, utilizou sua influência para apoiar contrabandistas na Zona Portuária do Rio.
Aproximou-se do jogo do bicho em 1979, sendo investigado pelo desaparecimento de Agostinho Lopes da Silva Júnior, que controlava pontos de aposta em diversas localidades do estado. O inquérito não identificou culpados. Na sequência, Angelo Maria Longa, conhecido como Tio Patinhas, teria repassado os pontos de apostas ao Capitão como garantia de um empréstimo.
A influência de Guimarães se estende à Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa), destacando seu peso na cena carnavalesca carioca. Este histórico de relações e a exposição ao lado de Quaquá reforçam as controvérsias em torno do encontro.