PF prende bicheiro, ex-presidente da Alerj e pastor em ação contra lavagem
Operação investiga suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao jogo do bicho no Rio
A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (2) a quinta fase da Operação Unha e Carne e cumpriu mandados contra integrantes da contravenção, da política e do meio religioso no Rio de Janeiro. A investigação apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao jogo do bicho e possíveis conexões com agentes públicos.
Entre os alvos dos três mandados de prisão estão o contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar, e o pastor e empresário Márcio Poncio.
- Participe do nosso grupo de WhatsApp
- Participe do nosso grupo de Telegram
- Confira os jogos e classificação dos principais campeonatos
A operação também cumpriu mandado de busca e apreensão contra o ex-deputado federal Marco Antônio Cabral, filho do ex-governador Sérgio Cabral.
Segundo a Polícia Federal, esta etapa da investigação busca aprofundar a apuração de indícios de lavagem de dinheiro supostamente praticada pela atual cúpula do jogo do bicho, além de possíveis ramificações do esquema envolvendo integrantes dos poderes Executivo e Legislativo do estado.
As investigações tiveram início após a apreensão de documentos com registros que, de acordo com a PF, indicariam supostos pagamentos indevidos, doações eleitorais e movimentações financeiras relacionadas à lavagem de capitais. Os investigadores agora analisam o material apreendido para identificar o fluxo dos recursos e a participação de eventuais beneficiários e intermediários.
A defesa de Adilsinho negou qualquer pagamento de vantagens indevidas a políticos ou agentes públicos e afirmou confiar no devido processo legal.
Preso desde fevereiro deste ano, Adilsinho é apontado pela Polícia Federal como integrante da nova cúpula do jogo do bicho no Rio de Janeiro. Ele também é investigado por suspeita de envolvimento em homicídios e na produção e distribuição de cigarros falsificados.
A defesa de Marco Antônio Cabral informou que o ex-deputado nega qualquer participação em organização criminosa, lavagem de dinheiro ou recebimento de recursos de origem ilícita. Até a publicação desta reportagem, as defesas de Rodrigo Bacellar e Márcio Poncio não haviam se manifestado.
Fonte: Com informações da Agência Brasil