Operação desarticula grupo que aplicava golpe do amor em presídio no Pernambuco

Criminosos usavam perfis falsos e ameaças para extorquir vítimas em aplicativos de namoro

Por Dominic Ferreira,

Uma organização criminosa suspeita de aplicar o chamado "golpe do amor" foi alvo da Operação Tróia, deflagrada pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) para desarticular um esquema de extorsão comandado de dentro do Presídio de Igarassu, em Pernambuco. As investigações apontam que os criminosos utilizavam perfis falsos em aplicativos de relacionamento para atrair vítimas, principalmente moradores do Distrito Federal, e, após conquistarem sua confiança, iniciavam um esquema de ameaças e cobranças ilegais. 

Foto: RAFAEL VIEIRA/DPok

Segundo a polícia, o grupo combinava duas modalidades criminosas já conhecidas, como o golpe do amor e o golpe do falso integrante de facção criminosa. Depois das primeiras conversas, as vítimas passavam a receber mensagens de pessoas que afirmavam integrar uma organização criminosa e alegavam que a mulher com quem haviam conversado era companheira de um dos líderes da facção. Sob intimidação e temendo represálias, muitas vítimas realizavam transferências bancárias para contas de terceiros, utilizadas para ocultar a origem dos valores obtidos pela quadrilha. 

As investigações revelaram que a organização possuía uma divisão de tarefas. Enquanto parte dos envolvidos criava perfis falsos de mulheres em aplicativos de relacionamento e redes sociais, outros assumiam as conversas para obter informações pessoais dos alvos. Em seguida, integrantes do grupo faziam contato se passando por criminosos de facções, utilizando os dados coletados para aumentar a pressão psicológica e exigir pagamentos. A operação cumpriu mandados em diferentes cidades pernambucanas, incluindo Olinda, Paulista, Tracunhaém e o próprio Presídio de Igarassu. 

A Operação Tróia teve início após a denúncia de um morador do Riacho Fundo, no Distrito Federal, que relatou ter sido vítima do esquema. A Polícia Civil reforça que usuários de aplicativos de relacionamento devem desconfiar de pedidos de informações pessoais, ameaças envolvendo supostas facções criminosas e solicitações de transferências financeiras. A orientação é interromper imediatamente o contato, preservar as mensagens e procurar as autoridades policiais para registrar a ocorrência e colaborar com as investigações. 

Fonte: Cidades na Net

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