O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que deixará o comando do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços no dia 4 de abril para cumprir o prazo de desincompatibilização previsto na legislação eleitoral. A regra exige que ministros que pretendem disputar cargos eletivos deixem seus postos seis meses antes das eleições.
A declaração foi feita após questionamento de jornalistas durante a divulgação dos dados da balança comercial de fevereiro. Em tom descontraído, Alckmin explicou que a exigência legal se aplica apenas ao cargo ministerial.
“É a data da lei, 4 de abril. Não, vice-presidência não tem desincompatibilização. Só o ministério”, afirmou.
Pela legislação eleitoral brasileira, integrantes do primeiro escalão do governo precisam se afastar de seus cargos até seis meses antes do pleito caso pretendam disputar eleições. Como o primeiro turno está marcado para 4 de outubro de 2026, o prazo final para a saída do ministério é 4 de abril.
Apesar da confirmação da saída da pasta, ainda não está definido se Alckmin integrará a chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na tentativa de reeleição em 2026.
Nesta semana, o presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, Edinho Silva, defendeu publicamente a permanência do vice-presidente na composição da chapa presidencial.