O governo federal tem defendido a construção de um amplo acordo entre trabalhadores, empregadores e Congresso Nacional para avançar nas discussões sobre mudanças na jornada de trabalho no Brasil. A proposta é conduzida pelo Palácio do Planalto e ganhou força após debates recentes na Câmara dos Deputados, onde autoridades do Ministério do Trabalho reforçaram a necessidade de diálogo para viabilizar possíveis alterações nas regras atuais do mercado laboral.
Durante audiência pública na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou que a redução da jornada semanal pode ser um caminho viável para modernizar as relações de trabalho no país. Segundo ele, a economia brasileira já reúne condições para discutir a diminuição da carga máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem redução de salários, como forma de melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores e atualizar o modelo atual.
Um dos pontos centrais do debate envolve o possível fim da escala 6x1, regime em que o trabalhador atua seis dias consecutivos e descansa apenas um. O governo avalia que mudanças desse tipo precisam ser construídas gradualmente e com base em negociações coletivas entre empresas e empregados, respeitando as características de cada setor da economia e evitando impactos negativos sobre o emprego e a produtividade.
Apesar das discussões avançarem no Congresso, o governo destaca que qualquer alteração precisa ser equilibrada para não prejudicar a atividade econômica. De acordo com o ministro, a meta é encontrar um modelo que garanta melhores condições de trabalho sem comprometer a competitividade das empresas, permitindo que o país avance em políticas trabalhistas consideradas mais modernas e alinhadas às demandas da sociedade.