Piauí leva políticas de proteção às mulheres a fórum internacional da ONU

Experiências de acolhimento e combate à violência são apresentadas em Nova York

O Piauí participou de um fórum internacional sobre Justiça dos Cuidados realizado na sede da Organização das Nações Unidas, em Nova York, nos Estados Unidos, durante a programação da Comissão sobre a Situação da Mulher – CSW70. O encontro reuniu representantes de governos, especialistas e organizações da sociedade civil para discutir políticas que ampliem o acesso à justiça para mulheres e meninas.

Foto: Luís Medeiros
Representantes do Piauí participam de fórum da ONU sobre justiça dos cuidados e políticas para mulheres.

A participação do estado ocorreu por meio da Secretaria das Mulheres do Piauí (Sempi), que apresentou experiências locais voltadas ao enfrentamento da violência de gênero e ao fortalecimento da rede de proteção. Entre as iniciativas destacadas está o programa “Ei, mermã, não se cale”, voltado ao acolhimento e orientação de mulheres em situação de violência.

O debate internacional destacou a importância de políticas públicas que reconheçam o cuidado como elemento central para a garantia de direitos. A chamada “justiça dos cuidados” tem ganhado espaço na agenda global ao apontar que a desigualdade na divisão do trabalho de cuidado afeta diretamente a autonomia econômica, social e política das mulheres.

Durante o encontro, a secretária das Mulheres do Piauí, Zenaide Lustosa, afirmou que iniciativas desenvolvidas no estado buscam aproximar os serviços públicos das mulheres e ampliar o acesso à rede de proteção.

Segundo ela, programas de escuta e acolhimento ajudam a orientar vítimas de violência e facilitar o encaminhamento para os serviços de assistência e justiça, especialmente em casos em que as mulheres não sabem a quem recorrer.

A gestora também destacou que a discussão sobre justiça dos cuidados amplia o debate sobre políticas públicas voltadas à garantia de direitos e à promoção da igualdade de gênero.

Para a Sempi, a presença do estado no encontro internacional permite trocar experiências com outros países e organismos multilaterais, além de contribuir para o aprimoramento de políticas públicas voltadas às mulheres e meninas.

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