O ministro Alexandre de Moraes vai analisar o pedido de prisão domiciliar de Jair Bolsonaro após a realização de uma perícia médica, que será feita depois da alta hospitalar do ex-presidente.
Bolsonaro está internado há uma semana em um hospital de Brasília, com diagnóstico de broncopneumonia. Apesar de apresentar melhora clínica, ele ainda não tem previsão de alta.
A defesa solicita a transferência para prisão domiciliar desde o fim de 2025, alegando a necessidade de cuidados médicos. Moraes, no entanto, já rejeitou ao menos quatro pedidos semelhantes nos últimos meses, com base em laudos que indicam ser suficiente o atendimento disponível no sistema prisional.
A nova perícia médica deverá embasar a decisão do ministro, prática adotada anteriormente em casos envolvendo o ex-presidente. Atualmente, Bolsonaro cumpre pena no Complexo Penitenciário da Papuda, após condenação a 27 anos e três meses por tentativa de golpe.
Nos bastidores, aliados do ex-presidente avaliam que uma eventual concessão de prisão domiciliar poderia aliviar a pressão sobre o Supremo Tribunal Federal em meio a crises recentes. O senador Flávio Bolsonaro esteve com Moraes nesta semana para reforçar o pedido da defesa.
Outras lideranças políticas também já manifestaram apoio à medida, entre elas o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
O caso segue sob análise do STF e depende do resultado da avaliação médica para uma nova decisão judicial.