Saída de Haddad abre reforma ministerial com até 20 trocas

Mudanças no governo são impulsionadas por exigências eleitorais e atingem áreas estratégicas

A saída de Fernando Haddad do Ministério da Fazenda marcou o início de uma ampla reforma ministerial no governo federal, com previsão de cerca de 20 mudanças em pastas antes das eleições.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Haddad deixa a Fazenda e desencadeia mudanças no primeiro escalão

A exoneração foi publicada no Diário Oficial da União na sexta-feira (20) e integra um movimento articulado pelo governo para adequar a estrutura administrativa à legislação eleitoral, que exige a desincompatibilização de cargos públicos para quem pretende disputar cargos eletivos.

Entre as mudanças previstas, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, deve deixar o cargo para concorrer ao Senado pela Bahia. A ex-ministra Miriam Belchior é apontada como possível substituta. Já Gleisi Hoffmann deve sair da Secretaria de Relações Institucionais para disputar o Senado pelo Paraná, com Olavo Noleto cotado para assumir a função.

Também são esperadas as saídas de Simone Tebet e Marina Silva, ambas com planos eleitorais.

A reconfiguração atinge áreas estratégicas e representa um desafio para o governo, que busca manter a continuidade administrativa em meio à transição no último ano de mandato. Avaliações de especialistas indicam que a escolha de perfis técnicos pode ajudar a preservar a execução de políticas públicas, mas exigirá articulação política para evitar instabilidade.

Haddad deixa o ministério para disputar o governo de São Paulo. Segundo o ex-ministro, a decisão foi tomada após análise do cenário político e da relevância da eleição estadual.

Com a saída, o então secretário-executivo Dário Durigan assume o comando da pasta. Em sua primeira manifestação, ele defendeu a continuidade da política econômica, com foco no equilíbrio fiscal e na promoção de justiça social.

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