Os advogados de Fabiano Zettel deixaram a defesa após divergências sobre a possibilidade de delação premiada, abrindo caminho para um eventual acordo no âmbito das investigações do Caso Master, no Supremo Tribunal Federal (STF).
A saída da equipe de defesa de Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, ocorre em meio a impasses sobre a estratégia jurídica adotada no processo. Segundo informações apuradas, os advogados eram contrários à hipótese de colaboração premiada com as autoridades.
Zettel é citado nas investigações relacionadas ao chamado Caso Master, que tramita no Supremo Tribunal Federal e apura suspeitas de fraudes financeiras envolvendo o banco controlado por Vorcaro. Ele foi preso no âmbito da Operação Compliance Zero, que investiga irregularidades no sistema financeiro.
Em nota, os advogados Maurício Campos Jr., Juliano Brasileiro e João Victor Assunção informaram que deixaram a defesa por “motivo de foro íntimo”. O grupo formalizou a saída por meio de substabelecimento apresentado ao STF, transferindo a representação ao advogado Celso Vilardi, que passa a conduzir o caso.
Nos bastidores, a divergência sobre a possibilidade de um acordo de delação foi determinante para a decisão. A avaliação é que uma eventual colaboração de Zettel pode ter desdobramentos relevantes para o avanço das investigações, dada a proximidade do empresário com Vorcaro e sua participação em negócios ligados ao banco.
A possibilidade de delação é vista como um fator de potencial impacto no andamento do processo, especialmente por envolver figuras centrais e operações sob análise das autoridades.