Presidente da CPMI do INSS suspende sessão e declara prorrogação

Decisão ocorre nesta quinta (26) após impasse sobre prazo fixado pelo STF

O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), declarou nesta quinta-feira (26) a prorrogação dos trabalhos da comissão e suspendeu a sessão, em meio a divergências sobre o prazo estabelecido pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Foto: Andressa Anholete/Agência Senado
Congressistas durante reunião da CPMI do INSS

A decisão foi anunciada durante reunião do colegiado, que deve ser retomada após o julgamento do plenário do STF sobre a continuidade da comissão parlamentar de inquérito.

O impasse gira em torno da interpretação do prazo de 48 horas determinado pelo ministro André Mendonça para que o presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP), se manifestasse sobre o pedido de prorrogação.

Sem deliberação dentro do período, Viana afirmou que a própria presidência da comissão estaria autorizada a estender os trabalhos por até 120 dias, conforme previsto na decisão judicial.

Antes do anúncio, o senador já havia suspendido temporariamente a sessão e se reunido com líderes da base governista e da oposição na tentativa de construir um acordo sobre o tema.

A divergência entre os grupos políticos se concentrou no horário de início da contagem do prazo. Enquanto a oposição considerava o limite encerrado na manhã desta quinta-feira, a base defendia que o prazo se estendia até o início da noite.

Em novo despacho, o Supremo considerou como marco inicial o horário de 10h18 da última terça-feira (24), quando houve a ciência formal da decisão.

Segundo Viana, o período exato de prorrogação ainda será definido em articulação com a minoria parlamentar, sem necessidade de votação em plenário.

Nos bastidores, há negociações para diferentes cenários, com propostas que variam entre 15 e 30 dias adicionais de funcionamento da comissão.

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