Reunião ministerial marca saída de integrantes do governo Lula

Cerca de 20 ministros devem deixar cargos nesta semana.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reúne ministros nesta terça-feira (31), no Palácio do Planalto, em meio à previsão de saída de cerca de 20 integrantes do governo federal. Os afastamentos ocorrem dentro do prazo legal para que ocupantes de cargos públicos possam disputar as eleições de 2026.

Foto: Agência Brasil

Oficialmente, o encontro tem como objetivo reforçar a coordenação das ações prioritárias da gestão, segundo a Casa Civil. No entanto, a reunião também deve marcar o anúncio de mudanças na composição da Esplanada dos Ministérios.

A movimentação é considerada atípica pelo volume de substituições. Na eleição anterior, em 2022, dez ministros deixaram o governo do então presidente Jair Bolsonaro para concorrer a cargos eletivos. Neste ano, o número de saídas pode dobrar, configurando um recorde recente.

A legislação eleitoral determina que ministros de Estado se afastem dos cargos até o início de abril do ano eleitoral. O prazo para desincompatibilização termina no próximo sábado (4).

Com a saída dos titulares, a tendência é que secretários-executivos assumam interinamente os ministérios. Esses nomes integram o segundo escalão e são responsáveis por manter a continuidade administrativa das pastas.

Algumas mudanças já foram antecipadas. O atual secretário-executivo do Ministério da Educação, Leonardo Barchini, deve assumir o comando da pasta com a saída de Camilo Santana. Na Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann confirmou que deixará o cargo para disputar uma vaga ao Senado, sem definição imediata de substituto.

Outros ministros também se preparam para deixar o governo. O titular dos Transportes, Renan Filho, deve concorrer ao governo de Alagoas. Já Rui Costa, da Casa Civil, é cotado para disputar o Senado.

Na área econômica, Fernando Haddad deixou o Ministério da Fazenda para concorrer ao governo de São Paulo, sendo substituído pelo então secretário-executivo Dario Durigan.

Outros nomes também devem disputar vagas no Legislativo. O ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, pretende concorrer a deputado federal, enquanto a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, também confirmou candidatura à Câmara.

Além das substituições diretas, o governo avalia remanejamentos internos. O ministro da Pesca, André de Paula, pode ser transferido para o Ministério da Agricultura.

Segundo interlocutores do governo, ministérios que não tiverem novos titulares definidos até a reunião devem ser comandados por interinos até decisão final do presidente.

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