Condenado por matar tesoureiro do PT em 2022 vai para prisão domiciliar

Justiça concedeu benefício após defesa alegar problemas graves de saúde

O Tribunal de Justiça do Paraná concedeu prisão domiciliar ao ex-policial penal Jorge Guaranho, condenado pela morte do tesoureiro do Partido dos Trabalhadores (PT) em Foz do Iguaçu. A decisão foi anunciada na segunda-feira (30) e considera o estado de saúde do condenado, que cumpre pena por homicídio duplamente qualificado.

Foto: Reprodução
O ex-policial penal Jorge Guaranho foi condenado a 20 anos de prisão.

O crime ocorreu em julho de 2022, quando Guaranho invadiu a festa de aniversário de 50 anos de Marcelo Arruda, que tinha como temática o PT e o então candidato à Presidência Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo o processo, o ataque teve motivação ideológica. Em fevereiro de 2025, o ex-policial foi condenado a 20 anos de prisão pelo assassinato.

De acordo com o TJPR, a defesa solicitou a prisão domiciliar alegando que o condenado apresenta sequelas neurológicas, ortopédicas e oromandibulares decorrentes de um politraumatismo grave. Os laudos médicos apontam limitações físicas, dores crônicas, dificuldade de locomoção e problemas para se alimentar. Após a análise dos exames, a Justiça aceitou o pedido no último dia 17 de março.

Jorge Guaranho é apoiador declarado do ex-presidente Jair Bolsonaro. O caso teve grande repercussão nacional à época e foi considerado um dos episódios mais emblemáticos de violência política recente no país. A decisão judicial segue os critérios legais relacionados à situação de saúde do condenado e ao cumprimento da pena. 

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