O Banco Central decidiu impor sigilo de oito anos sobre os documentos relacionados à liquidação extrajudicial do Banco Master. A medida foi confirmada após pedido de acesso à informação e estabelece que os registros do processo só poderão ser divulgados publicamente a partir de novembro de 2033.
Segundo a autoridade monetária, a restrição foi adotada para preservar a estabilidade financeira, econômica e monetária do país, além de evitar prejuízos a investigações e processos de fiscalização em andamento. O Banco Central também apontou que a divulgação imediata dos dados poderia comprometer atividades de inteligência relacionadas ao caso.
A liquidação do Banco Master foi decretada em novembro de 2025 após a identificação de uma grave crise de liquidez e violações às normas do Sistema Financeiro Nacional. Além da instituição principal, outras empresas ligadas ao conglomerado também foram incluídas no processo de encerramento das atividades.
O caso também passou a ser acompanhado pelo Tribunal de Contas da União (TCU), que solicitou esclarecimentos ao Banco Central sobre os critérios utilizados para manter os documentos sob sigilo. O tribunal avalia a possibilidade de revisar a classificação das informações para garantir transparência no processo, enquanto as investigações seguem em andamento.