O prazo para que governadores deixassem os cargos para disputar as eleições de 2026 terminou no último dia 4 de abril, provocando mudanças no comando de diversos estados brasileiros. A medida segue a regra da desincompatibilização, que exige o afastamento de cargos do Executivo até seis meses antes do primeiro turno, marcado para 4 de outubro.
Ao todo, 11 governadores renunciaram aos mandatos para participar do pleito, enquanto outros 16 optaram por permanecer nos cargos. Entre os gestores que deixaram as funções estão os ex-governadores de estados como Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Pará, alguns deles com o objetivo de disputar a Presidência da República ou outros cargos eletivos.
Com as saídas, a legislação determina que os vice-governadores assumam automaticamente a chefia dos Executivos estaduais. Em situações em que tanto o governador quanto o vice deixam os cargos, a responsabilidade passa para o presidente da Assembleia Legislativa e, em seguida, para o presidente do Tribunal de Justiça, conforme a linha sucessória prevista.
As mudanças fazem parte do processo eleitoral e buscam garantir igualdade de condições entre os candidatos, evitando o uso da máquina pública em benefício próprio. O calendário eleitoral segue com outras etapas importantes nos próximos meses, incluindo convenções partidárias e o registro oficial das candidaturas.