O deputado federal Jadyel Alencar (Republicanos-PI) voltou a atacar o Portal AZ após a publicação de uma reportagem que aponta que ele figura entre os maiores devedores do Congresso Nacional, com débitos inscritos na dívida ativa da União que somariam mais de R$ 124 milhões, conforme dados da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN).
A matéria do Portal AZ replicou informações do jornal O Estado de São Paulo.
Em mensagens enviadas à redação, o parlamentar reagiu com acusações graves, afirmando que o portal praticava extorsão. “O presidiário não se cansa da velha tentativa de extorsão??? […] Descaradamente praticou extorsão com minha pessoa”, escreveu.
Além das acusações, Jadyel afirmou que ingressaria com ação judicial e lançou um desafio público para debate. “Já entrei com mais um processo hoje […] Aguarde”, disse. Em outro momento, voltou a atacar diretamente o veículo: “Portal AZ ou Portal Extorsão?”.
A redação respondeu informando que desconhecia a quem o deputado se referia ao usar o termo “presidiário” e reiterou que permanece aberta para receber esclarecimentos e o direito de resposta.
O episódio, no entanto, não é isolado. Em junho de 2025, após uma reportagem do Portal AZ que tratava dos deputados mais ricos, Jadyel já havia adotado postura semelhante, reagindo com críticas ao veículo e questionamentos à abordagem editorial.
A matéria mais recente se baseia em consulta pública disponível na PGFN, ferramenta oficial que permite verificar débitos inscritos na dívida ativa da União. Até o momento, não há decisão judicial conhecida que suspenda ou invalide os registros mencionados.
Com novo ataque, o parlamentar repete uma estratégia de enfrentamento público diante de reportagens de interesse coletivo, deslocando o debate do conteúdo das informações para acusações contra o veículo. O caso pode ter desdobramentos judiciais, conforme anunciado pelo próprio deputado.
Perdeu ação
Na sequência de ações movidas contra o jornalista Arimateia Azevedo, por extorsão, estelionato e falsificação — nenhuma delas comprovada —, que resultaram em quase seis anos de prisão para o jornalista. Jadyel perdeu um processo em primeira instância no qual acusou o jornalista. Ficou provado que ele inventou crimes que Azevedo não praticou.