Relator rejeita piso de R$ 10 e muda regras para trabalho em apps

Texto mantém valor menor por corrida, descarta adicional por km e flexibiliza taxa cobrada pelas plataformas

O relator do projeto que regulamenta o trabalho por aplicativos, Augusto Coutinho, decidiu rejeitar pontos centrais da proposta elaborada por grupo do governo e deve apresentar novo parecer nos próximos dias.

Foto: Reprodução/Internet
Relatório altera proposta do governo sobre regras para aplicativos

A proposta em discussão na Câmara prevê regras para motoristas e entregadores de aplicativos, mas deve sofrer alterações significativas em relação às recomendações do grupo coordenado pelo ministro Guilherme Boulos.

Entre os pontos descartados por Coutinho estão o piso de R$ 10 por corrida e o adicional de R$ 2,50 por quilômetro rodado, considerados pelo relator como inviáveis do ponto de vista econômico para as plataformas. A tendência é manter o valor mínimo de R$ 8,50 por viagem.

O deputado também deve alterar o modelo de cobrança das empresas, substituindo o teto fixo de 30% por uma média semanal de retenção. Na prática, isso permitirá variações ao longo dos dias, desde que o percentual médio não ultrapasse o limite estabelecido.

Outro ponto ainda em discussão é a remuneração em rotas agrupadas, como entregas múltiplas. O relator avalia um modelo escalonado, em que o trabalhador receberia o valor integral na primeira corrida, 50% na segunda e 25% a partir da terceira.

A proposta diverge da sugestão do grupo do governo, que defende o pagamento integral por cada entrega realizada. O tema segue em negociação e pode sofrer ajustes antes da apresentação final.

A expectativa é que o projeto avance para votação ainda neste mês, após alinhamento com o presidente da Câmara, Hugo Motta.

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