Galípolo defende sigilo sobre Banco Master em depoimento à CPI no Senado

Presidente do BC diz que prazo de confidencialidade segue norma e garante segurança jurídica

O presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, defendeu a manutenção do sigilo de até oito anos sobre informações relacionadas à liquidação do Banco Master durante depoimento à Senado Federal do Brasil. A declaração foi feita nesta quarta-feira (8), durante sessão da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, onde o dirigente afirmou que a medida segue regras vigentes e não representa tratamento diferenciado dentro do sistema financeiro.

Foto: Carlos Vieira/CB/D.A.Press
Gabriel Galípolo

Segundo Galípolo, o prazo de confidencialidade está previsto em uma resolução de 2018 que passou a diferenciar o tempo de sigilo conforme o porte das instituições financeiras. De acordo com ele, enquanto bancos de maior porte seguem com o prazo de dez anos, instituições menores passaram a ter período de oito anos, dentro de critérios técnicos definidos pelo órgão regulador.

Durante a oitiva, o presidente do Banco Central ressaltou que qualquer eventual mudança nas regras deve ocorrer por meio de debate institucional e dentro dos trâmites legais. Para ele, o respeito às normas vigentes é fundamental para garantir a segurança jurídica e evitar interpretações que possam comprometer a atuação da autoridade monetária ou gerar questionamentos futuros na Justiça.

O depoimento foi solicitado pelo senador Eduardo Girão, que levantou questionamentos sobre a relação entre o Banco Central e o Banco Master, incluindo uma reunião ocorrida em 2024 com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o banqueiro Daniel Vorcaro. 

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