O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciou a autorização para o início de negociações diretas com o Líbano com o objetivo de discutir o desarmamento do grupo Hezbollah e a possibilidade de estabelecer relações entre os dois países. Segundo o governo israelense, as conversas devem começar o mais rapidamente possível.
Em comunicado oficial, Netanyahu afirmou que a decisão atende a pedidos recorrentes do Líbano por diálogo. Israel e o país vizinho permanecem tecnicamente em estado de guerra desde a criação do Estado israelense, em 1948, o que torna a iniciativa um movimento relevante no cenário regional.
Do lado libanês, a abertura de negociações está condicionada a um cessar-fogo prévio. De acordo com autoridades do país, ainda não há definição sobre data ou local para eventuais encontros, mas há interesse na participação dos Estados Unidos como mediadores e garantidores de um possível acordo.
O presidente do Líbano, Joseph Aoun, já havia indicado anteriormente disposição para dialogar com Israel, embora o governo ainda não tenha se pronunciado oficialmente após o anúncio mais recente.
O cenário, no entanto, permanece tenso. Mesmo após sinais de distensão envolvendo o Irã e os Estados Unidos, forças israelenses realizaram ataques no território libanês, incluindo ações na capital, Beirute. Segundo o Ministério da Saúde local, cerca de 300 pessoas morreram, no que foi descrito como o episódio mais letal desde o início da atual fase do conflito.
Israel afirma que as operações tiveram como alvo integrantes do Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã e considerado uma das principais ameaças à segurança do país. A ofensiva ocorre em meio a pressões internacionais por redução das hostilidades.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teria feito contato direto com Netanyahu para solicitar moderação nas ações militares. Representantes americanos também reforçaram o apelo em conversas paralelas, indicando preocupação com a escalada da violência.