PL articula nomes do Nordeste para vice de Flávio Bolsonaro em 2026

Partido avalia lideranças femininas nordestinas para ampliar alianças

O Partido Liberal (PL) intensificou sua articulação política de olho nas eleições presidenciais de 2026, com foco especial na busca por um nome do Nordeste para compor a chapa como vice de Flávio Bolsonaro. A estratégia reflete o reconhecimento de que a região, historicamente menos favorável ao bolsonarismo e reduto do presidente Lula, é fundamental para equilibrar a disputa nacional. O partido aposta que a presença de um representante nordestino pode ampliar o alcance eleitoral e fortalecer palanques estaduais, especialmente em um cenário de alta popularidade petista no Nordeste.

Foto: Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados
Clarissa Tércio

Entre os nomes cogitados para a vaga de vice, destaca-se a deputada federal Clarissa Tércio (PP-PE), a mais votada do Nordeste em 2022, com mais de 240 mil votos. Clarissa é vista como uma liderança conservadora, com forte atuação em pautas religiosas e de inclusão, e já foi sondada para conversas diretas com Flávio Bolsonaro. Outros nomes em avaliação incluem a vereadora Eliza Virgínia (João Pessoa-PB), Roberta Roma (BA), Priscila Costa (PL-CE) e Carla Dickson (PL-RN), todas com perfil alinhado ao eleitorado evangélico e conservador da região.

A estratégia do PL envolve testar diferentes perfis e manter negociações abertas, ampliando o leque de opções para pressionar partidos aliados, como o PP, e lideranças como a senadora Tereza Cristina, considerada prioridade por sua ligação com o agronegócio e projeção nacional. O partido acredita que a escolha de uma mulher nordestina pode dialogar com segmentos do eleitorado onde a direita enfrenta maior resistência, especialmente entre mulheres e evangélicos, além de fortalecer alianças regionais e criar uma chapa competitiva contra o PT.

As reações à movimentação do PL são diversas. Aliados veem a ampliação do leque de nomes como sinal de pragmatismo e tentativa de romper barreiras eleitorais no Nordeste. Já adversários avaliam que a estratégia revela as dificuldades históricas do bolsonarismo na região e duvidam que a escolha de um nome local seja suficiente para reverter o favoritismo de Lula. No cenário nacional, a articulação é vista como fundamental para equilibrar a disputa presidencial, enquanto, no plano regional, poNordeste.qdeste.

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