O governador de Goiás e pré-candidato à Presidência, Ronaldo Caiado, afirmou apoiar “100%” o chamado PL da misoginia, proposta que equipara crimes de ódio contra mulheres ao racismo. O projeto, já aprovado por unanimidade no Senado Federal, tem gerado debate nacional ao abordar o enfrentamento à violência de gênero e os limites da liberdade de expressão.
Apesar do apoio de parte da oposição, incluindo parlamentares como Damares Alves e Flávio Bolsonaro, a proposta enfrenta resistência dentro da direita, especialmente na Câmara dos Deputados. Integrantes do Partido Liberal articulam mudanças ou até a rejeição do texto, alegando preocupação com possíveis impactos sobre a liberdade de expressão.
O projeto prevê penas mais rigorosas para ofensas motivadas por ódio ou aversão ao gênero feminino, com reclusão de dois a cinco anos e multa. Atualmente, esse tipo de conduta é enquadrado como injúria no Código Penal, com punições mais brandas. A proposta foi relatada pela senadora Soraya Thronicke, com base em iniciativas legislativas anteriores.
Enquanto críticos, como o deputado Nikolas Ferreira, afirmam que o projeto pode abrir espaço para censura, defensores sustentam que o texto delimita claramente os casos a serem punidos. Ainda sem data definida para votação na Câmara, a proposta deve seguir como tema central no debate político, especialmente diante do cenário pré-eleitoral.