Chefe eleitoral do Peru renuncia em meio a crise na apuração

Saída ocorre diante de atrasos, disputas políticas e pressão por confiança.

O chefe do órgão eleitoral do Peru, Piero Corvetto, renunciou ao cargo em meio a impasses na apuração das eleições gerais realizadas em 12 de abril. A saída ocorre em um cenário de atrasos na contagem de votos, questionamentos de candidatos e pressão por maior credibilidade no processo eleitoral.

Foto: EFE/John Reyes

Em carta divulgada publicamente, Corvetto afirmou que sua renúncia era necessária para garantir que o segundo turno, previsto para 7 de junho, ocorra em um ambiente de maior confiança por parte da população.

A apuração dos votos segue sem definição mais de uma semana após o pleito. Parte do atraso está relacionada à revisão de milhares de cédulas contestadas por inconsistências ou falhas no preenchimento, o que prolonga a divulgação do resultado final.

O processo eleitoral também foi marcado por dificuldades operacionais, incluindo problemas na distribuição de materiais e atrasos na abertura de seções de votação, o que levou à extensão do horário de votação em algumas regiões.

Candidatos e lideranças políticas passaram a questionar a condução da eleição, com acusações de irregularidades, embora missões internacionais de observação tenham informado não haver indícios de fraude.

Até o momento, nenhum candidato alcançou maioria suficiente para vencer no primeiro turno, o que exige a realização de nova votação entre os mais bem colocados.

A expectativa é que a apuração ocorra até meados de maio, quando deverão ser confirmados os nomes que disputarão a presidência no segundo turno.

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