Um laudo da Polícia Federal concluiu que a morte de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “sicário” ligado ao empresário Daniel Vorcaro, foi resultado de suicídio. O caso ocorreu na Superintendência Regional da PF em Belo Horizonte, pouco depois da prisão do investigado durante a Operação Compliance Zero, que apura fraudes financeiras envolvendo o Banco Master.
De acordo com a investigação, não foram identificados indícios de participação de terceiros ou de pressão externa que tenha levado à morte. A conclusão será apresentada ao ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, relator do caso. O laudo se baseia na análise de imagens da cela, depoimentos de testemunhas e exames periciais realizados durante a apuração.
As apurações indicam que Mourão atentou contra a própria vida enquanto estava sob custódia. Ele chegou a ser socorrido e encaminhado ao Hospital João XXIII, onde permaneceu internado em estado grave até a confirmação da morte encefálica, dois dias depois do ocorrido.
Apontado como integrante de um grupo ligado a Vorcaro, Mourão era investigado por atuar em uma estrutura paralela de monitoramento e intimidação. A morte, registrada logo após sua prisão, havia gerado suspeitas e questionamentos, mas o laudo oficial da PF encerra a controvérsia ao indicar que o caso não envolveu homicídio.