O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmou que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6x1 não pode ser conduzida em função do calendário eleitoral. Durante pronunciamento no plenário, o senador criticou a pressão para acelerar a tramitação da matéria e defendeu que um tema com impacto nacional seja debatido de forma ampla e responsável, sem influência das disputas políticas das eleições de 2026. A declaração ocorre em meio à cobrança de parlamentares e movimentos sociais para que o texto avance no Congresso.
Alcolumbre também reagiu às críticas direcionadas ao Senado e afirmou que não aceita ataques pessoais nem a tentativa de classificar o Congresso como "inimigo do povo". Segundo o parlamentar, há grupos promovendo esse discurso para pressionar a atuação da Casa Legislativa. Ao comentar a PEC, ele mencionou declarações de autoridades que defendem a votação da proposta antes das eleições e afirmou que esse tipo de estratégia não deve orientar a condução dos trabalhos legislativos.
A proposta que trata do fim da escala 6x1 está parada há mais de um mês no Senado e ainda não foi encaminhada para análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). O texto prevê mudanças na jornada de trabalho dos brasileiros e se tornou um dos principais temas em debate no Legislativo. Enquanto governistas defendem uma tramitação mais rápida, Alcolumbre sustenta que a matéria precisa passar pelas comissões e ser discutida com trabalhadores, empregadores e demais setores envolvidos antes de qualquer deliberação em plenário.
O presidente do Senado afirmou ainda que seu papel é garantir equilíbrio na condução da pauta legislativa, mesmo diante de pressões vindas de diferentes grupos políticos. Segundo ele, a análise de propostas de grande impacto econômico e social deve ocorrer com responsabilidade, preservando o debate democrático e evitando decisões motivadas exclusivamente pelo ambiente eleitoral.