A Justiça da Itália deverá analisar um segundo pedido de extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), desta vez relacionado à condenação imposta pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal. O novo processo tramita de forma independente do pedido anterior, referente ao caso da invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), e poderá definir se a ex-parlamentar será entregue às autoridades brasileiras.
O pedido será apreciado pela Corte de Cassação, instância máxima da Justiça italiana, após recurso apresentado pela defesa de Zambelli. Em abril, a Corte de Apelação de Roma autorizou a extradição da ex-deputada nesse segundo processo, mas a decisão ainda não é definitiva. A defesa busca reverter o entendimento, enquanto a Justiça italiana avaliará os argumentos antes de proferir uma decisão final sobre o caso.
A condenação está relacionada ao episódio ocorrido às vésperas do segundo turno das eleições de 2022, quando Carla Zambelli perseguiu um homem armada pelas ruas de São Paulo após uma discussão política. Pelo caso, o STF a condenou a cinco anos e três meses de prisão pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal. Paralelamente, a ex-deputada responde a outro processo envolvendo a invasão dos sistemas do CNJ, cuja extradição foi rejeitada pela Corte de Cassação italiana.
Mesmo que o primeiro pedido de extradição tenha sido negado, o segundo processo poderá ter desfecho diferente, uma vez que trata de fatos distintos e possui fundamentos jurídicos próprios. Caso a extradição seja autorizada após o esgotamento dos recursos judiciais, a decisão final caberá ao Ministério da Justiça da Itália, responsável por definir se Carla Zambelli será enviada ao Brasil para cumprir a pena determinada pela Justiça brasileira.