O fim de uma era: Terminou hoje a maior cerimônia fúnebre da história do Irã, quando o país assistiu emocionado ao funeral de Ali Khamenei, que ocupou o posto de líder supremo por quase 40 anos.
Ele morreu no fim de fevereiro, quando Israel e EUA atacaram Teerã e praticamente dizimaram as principais autoridades políticas iranianas.
Caso você esteja se perguntando, o corpo de Khamenei foi guardado em uma câmara frigorífica durante esses quatro meses.
"Morte ao Trump”: Esse foi o tom dos cinco dias de funeral, que passou por diferentes cidades e reuniu milhões de pessoas que juraram vingança aos EUA. Clique aqui para ver as imagens.
No fim, a cerimônia acabou servindo de comício político — inflamando a população iraniana justamente no momento em que o cessar-fogo com os americanos virou pó.
Tá, e quem assume agora?
Mojtaba Khamenei, filho do aiatolá, foi anunciado como novo líder supremo do Irã uma semana depois dos ataques que iniciaram a guerra. Mas a grande questão é que ninguém sabe onde ele está.
Sim, é isso mesmo: Além de não ter ido ao funeral do próprio pai, Mojtaba nunca apareceu em público nesses últimos quatro meses. Ele governa o país e se comunica com a população por meio de cartas.
E essa cara de desconfiança que você fez é a mesma que domina as ruas do Irã.
São muitas teorias: A ausência alimenta rumores de que ele teria ficado ferido ou até desfigurado no mesmo ataque que matou seu pai, levantando dúvidas sobre quem realmente manda no país.
Seja como for, a escolha de Mojtaba foi interpretada como sinal de continuidade do regime linha-dura e de fortalecimento da ala mais conservadora do sistema político iraniano.
Bottom-line: O principal desafio dele vai ser manter o controle enquanto o Irã lida com uma economia fragilizada, negociações internacionais e o risco de novos conflitos na região.