O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) afirmou nesta quarta-feira (2) que ele e aliados solicitaram ao governo dos Estados Unidos a retomada das sanções previstas na Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A declaração foi dada em entrevista ao UOL News após a divulgação de novas conversas e mensagens atribuídas ao ministro e ao banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. Segundo Eduardo, o conteúdo divulgado levantaria questionamentos sobre uma suposta relação financeira envolvendo Moraes e familiares, além de pedidos de “proteção” direcionados a outras autoridades.
Eduardo declarou que sua atuação nos Estados Unidos consiste em apresentar opiniões quando consultado e disse ser favorável à aplicação novamente das medidas contra Moraes. O ex-deputado argumentou que, em sua avaliação, existem alegações relacionadas a abusos de direitos humanos que justificariam a retomada das sanções. Ele também ressaltou que não existe um prazo definido para uma eventual decisão, já que a aplicação da Lei Magnitsky depende do presidente americano Donald Trump e de avaliações realizadas por integrantes do governo dos Estados Unidos.
Moraes havia sido incluído na lista de sancionados pela Lei Magnitsky em julho de 2025, quando o governo americano apontou sua atuação no processo relacionado à trama golpista que resultou na prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro. Em dezembro daquele ano, porém, os Estados Unidos retiraram o ministro e sua esposa, Viviane Barci de Moraes, da relação de pessoas submetidas às sanções. A legislação americana permite a adoção de medidas contra estrangeiros acusados, pelo governo dos EUA, de envolvimento em graves violações de direitos humanos ou corrupção.
O novo pedido ocorre em meio à repercussão de mensagens envolvendo Moraes e Daniel Vorcaro, que voltaram a alimentar o debate político sobre a atuação do ministro e sua relação com o setor privado. Eduardo busca, com seus aliados nos Estados Unidos, pressionar pela retomada das medidas contra o magistrado, enquanto a possibilidade de novas sanções dependerá de uma decisão do governo Trump.