Nos próximos quatro anos, o Supremo Tribunal Federal (STF) verá a aposentadoria de três de seus ministros, com Luiz Fux se retirando em 2028, seguido por Cármen Lúcia em 2029, e Gilmar Mendes no final de 2030. A regra atual exige que os ministros se aposentem aos 75 anos.
O cenário político ganha novos contornos, pois o próximo presidente poderá nomear substitutos para essas vagas durante seu mandato iniciado em 2027. Essas três cadeiras representam quase um terço do total de 11 vagas da Corte.
Atualmente, uma vaga permanece aberta após a aposentadoria antecipada de Luís Roberto Barroso em outubro de 2025. A tentativa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de preencher essa cadeira com Jorge Messias foi frustrada pelo Senado.
A composição do STF tornou-se um tema central no debate político, especialmente diante das críticas crescentes à atuação da Corte e tensões internas entre seus membros. Isso se reflete nas pesquisas: um levantamento recente da Quaest indica que a desconfiança dos brasileiros no STF aumentou para 56% em setembro.
Paralelamente à crise institucional, o STF realiza uma sessão pública nesta terça-feira para discutir um relatório da Polícia Federal sobre mensagens enviadas ao ministro Alexandre de Moraes pelo banqueiro Daniel Vorcaro. A situação envolve ainda desdobramentos das investigações relacionadas ao Banco Master.