A defesa de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, questionou a divulgação de novas mensagens atribuídas à lobista Roberta Luchsinger. Segundo os advogados, os diálogos, que mencionariam supostas interlocuções envolvendo Lulinha, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a lobista, não constam nos inquéritos aos quais a defesa teve acesso. O material divulgado também relata um suposto encontro entre Lulinha e Roberta em 2024.
O advogado Marco Aurélio de Carvalho afirmou ao Correio Braziliense que a defesa não tem condições de confirmar a autenticidade das mensagens. Segundo ele, a origem dos diálogos é desconhecida e não seria possível verificar se o conteúdo é verdadeiro. O advogado levantou a possibilidade de que, caso os arquivos sejam autênticos, eles tenham sido extraídos de dados brutos obtidos durante as investigações, mas que não foram formalmente incorporados aos autos consultados pela defesa.
As novas mensagens citadas na reportagem envolveriam referências a Lula, Lulinha e Roberta Luchsinger, que aparece em outras investigações relacionadas a suspeitas de tráfico de influência. A Polícia Federal já utilizou mensagens encontradas em dispositivos apreendidos durante a Operação Sem Desconto como parte dos elementos que deram origem a inquéritos envolvendo o filho do presidente. A defesa, porém, questiona a validade e a forma como parte desse material vem sendo apresentada.
Marco Aurélio de Carvalho também classificou a divulgação dos novos diálogos como um suposto vazamento ilegal e seletivo. Ele afirmou que, sem acesso à origem dos arquivos, não é possível avaliar sua autenticidade. As investigações envolvendo Lulinha continuam em andamento e analisam suspeitas de tráfico de influência, enquanto a defesa sustenta que os elementos divulgados não comprovam irregularidades e questiona a forma de obtenção e apresentação das mensagens