Flávio acusa PT de espalhar fake news com suposta ajuda da CNBB

Candidato afirmou que integrantes da entidade teriam contribuído para divulgar o boato

O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) afirmou no domingo (27), durante entrevista em Goiânia (GO), que o PT teria contado com a ajuda de pessoas ligadas à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) para disseminar uma informação falsa sobre sua posição em relação a Nossa Senhora Aparecida. Segundo Flávio, a notícia de que ele pretendia retirar da santa o título de Padroeira do Brasil seria uma das principais fake news da campanha. O candidato, porém, não apresentou provas para sustentar a acusação. 

Foto: Lula Marques/Agência Brasil
Flávio Bolsonaro

A polêmica começou após uma fala exibida pela GloboNews na quinta-feira (24), que mencionou uma suposta mobilização envolvendo o título de Padroeira do Brasil. A emissora posteriormente corrigiu a informação e pediu desculpas, esclarecendo que o projeto citado havia sido apresentado na Câmara dos Deputados em 2007 e arquivado em 2008. Flávio já havia negado qualquer relação com a proposta e afirmou que não existe atualmente projeto de sua autoria ou movimento para retirar o título de Nossa Senhora Aparecida. 

Após a declaração do candidato, a CNBB negou ter participado da produção ou divulgação de informações falsas relacionadas ao processo eleitoral. Em nota, a entidade afirmou que não integra estruturas político-partidárias e que atribuir a participação da instituição na disseminação de desinformação, sem fatos e provas, atinge a organização. A CNBB também declarou que repudia a produção e o uso de informações falsas, independentemente de quem seja beneficiado ou prejudicado. 

A declaração de Flávio ocorre na reta final da campanha eleitoral e amplia a repercussão do episódio envolvendo o título de Padroeira do Brasil. O caso também envolveu decisões judiciais sobre publicações nas redes sociais relacionadas ao tema. Segundo informações divulgadas pela imprensa, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, determinou a restauração de uma postagem sobre o assunto, enquanto anteriormente o ministro André Mendonça havia determinado a remoção de conteúdos que tratavam a informação falsa como verdadeira.

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