PF abre inquérito sobre ataques a imagens religiosas em vários estados

Investigação foi determinada por Flávio Dino após relatos de vandalismo entre março e setembro

A Polícia Federal abriu um inquérito para investigar ataques e atos de vandalismo contra imagens religiosas registrados em diferentes regiões do país. A decisão ocorre após determinação do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), na quarta-feira (30). Segundo o Correio Braziliense, uma análise inicial realizada pela corporação identificou elementos suficientes para a abertura formal da investigação. O caso ficará sob responsabilidade da Diretoria de Combate ao Crime Organizado e à Corrupção (Dicor). 

Foto: Paróquia Jesus Cristo Ressuscitado/Divulgação

A investigação foi solicitada por Dino depois que o ministro reuniu relatos de episódios ocorridos entre março e setembro deste ano. Os casos envolvem vandalismo e destruição de símbolos ligados a diferentes tradições religiosas, incluindo imagens de santos católicos e representações de religiões de matriz africana. Entre as ocorrências mencionadas estão ataques registrados em Salvador, Londrina, Rio Grande, Maceió e Mato Grosso, além de um episódio em um terreiro de umbanda em Esmeraldas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. 

No despacho que determinou a apuração, Dino apontou que os episódios podem envolver diferentes tipos de crimes, como ultraje a culto religioso, preconceito religioso, violência contra práticas religiosas, injúria qualificada por elemento religioso, ameaça, furto, dano, incêndio e violação de domicílio. O ministro afirmou que a atuação federal se justifica pela repercussão interestadual dos casos, pela necessidade de uma resposta uniforme e pela possível relação com crimes contra direitos humanos. A Procuradoria-Geral da República também foi acionada para atuar no caso. 

Com a abertura do inquérito, a PF deverá aprofundar a apuração dos episódios reunidos no pedido do ministro e buscar informações sobre as circunstâncias, os responsáveis e uma eventual relação entre as ocorrências registradas em diferentes estados. A corporação poderá concentrar os casos em um único procedimento ou adotar medidas específicas conforme as características de cada ocorrência. 

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