O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, publicou nesta segunda-feira (12) mensagens nas redes sociais com críticas ao ex-presidente Jair Bolsonaro e a uma possível gestão de Flávio Bolsonaro (PL) à frente do Palácio do Planalto. Nas publicações feitas no Instagram e no X, Lula afirmou que o Brasil poderia “virar uma Argentina” caso o senador seja eleito. A declaração integra a estratégia de comunicação da campanha petista na disputa pelo segundo turno das eleições presidenciais de 2026, marcado para 25 de outubro.
Em um dos vídeos divulgados pela campanha, Lula associa as propostas econômicas atribuídas a Flávio ao modelo adotado pelo presidente argentino Javier Milei. A peça cita a economista Daniela Marques, apresentada como coordenadora da área econômica da campanha do senador, e utiliza a situação da Argentina para questionar os possíveis efeitos de uma eventual adoção de medidas semelhantes no Brasil. O material menciona dificuldades sociais e econômicas enfrentadas por parte da população argentina, incluindo o aumento da pobreza e o fechamento de empresas, como argumentos da crítica feita pelos petistas.
Em outra publicação, Lula relembrou o caso de Miguel, uma criança que, segundo a mensagem da campanha, precisou acionar a polícia em 2022 por falta de comida em casa, durante o governo de Jair Bolsonaro. O presidente também destacou ações de sua administração no combate à fome, afirmando que o país saiu novamente do Mapa da Fome e alcançou o menor nível histórico de insegurança alimentar grave. Ao relacionar os dois episódios, Lula direcionou críticas à gestão anterior e estabeleceu uma comparação entre Jair Bolsonaro e o filho, que disputa a Presidência pelo PL.
As declarações ocorrem em meio à intensificação da campanha para o segundo turno, que colocará Lula e Flávio Bolsonaro frente a frente na disputa pelo comando do país a partir de 2027. No primeiro turno, realizado em 4 de outubro, Flávio recebeu 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula obteve 45,16%, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A comparação com a Argentina, apresentada pelo presidente nas redes sociais, faz parte do embate político entre os candidatos; os efeitos de eventuais propostas econômicas dependerão das medidas efetivamente adotadas e das condições econômicas do país.