Mãe de Flávio Bolsonaro chegou a ser suplente de Márcio Canella ao Senado

Rogéria Bolsonaro integrou a chapa do ex-prefeito de Belford Roxo, preso pela PF sob suspeita de lavagem de dinheiro

Rogéria Bolsonaro (PL), mãe do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), chegou a ser escolhida como primeira suplente da pré-candidatura de Márcio Canella (União Brasil) ao Senado pelo Rio de Janeiro. A composição, anunciada em fevereiro de 2026, não chegou às urnas, já que Canella desistiu da disputa pelo Senado e concorreu a deputado estadual, enquanto Rogéria disputou uma vaga na Câmara dos Deputados, mas não foi eleita.

Foto: Reprodução
Rogéria Bolsonaro e Marcio Canella

O caso voltou ao debate político nesta quinta-feira (15), após a Polícia Federal prender Canella na oitava fase da Operação Unha e Carne. O ex-prefeito de Belford Roxo é investigado por suspeita de participação em um esquema de lavagem de dinheiro que teria movimentado mais de R$ 7,6 bilhões em seis anos.

Aliança política com Flávio

A escolha de Rogéria para a suplência ocorreu durante a articulação política entre o PL e Canella no Rio de Janeiro. Em abril, Flávio Bolsonaro publicou um vídeo ao lado do então pré-candidato ao Senado para manifestar apoio à candidatura.

Rogéria foi vereadora do Rio de Janeiro por dois mandatos, entre os anos 1990 e 2000. Ex-esposa do ex-presidente Jair Bolsonaro, ela também é mãe de Carlos e Eduardo Bolsonaro. Com a mudança de planos eleitorais, Rogéria concorreu a deputada federal pelo PL. Ela não conseguiu uma cadeira e terminou a eleição na suplência da Câmara.

Canella é alvo de investigação da PF

Canella foi preso preventivamente nesta quinta-feira durante uma nova etapa da Operação Unha e Carne, que investiga uma organização suspeita de utilizar uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio para lavar dinheiro. Segundo a Polícia Federal, as movimentações investigadas ultrapassariam R$ 7,6 bilhões em seis anos. A apuração também alcançou o ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro Marcus Amim.

Em julho, Canella já havia sido preso em flagrante durante uma fase anterior da operação, após agentes encontrarem um fuzil de uso restrito em seu veículo.

As suspeitas ainda dependem de apuração judicial. A prisão não representa, por si só, condenação dos investigados.

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