Líderes internacionais de diferentes regiões e orientações políticas parabenizaram Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pela reeleição à Presidência do Brasil, confirmada no domingo (25), após a disputa com o senador Flávio Bolsonaro (PL). As manifestações partiram de governos da Ásia, Europa e América Latina e destacaram a importância da cooperação diplomática, econômica e ambiental com o país. Enquanto diversas autoridades reconheceram o resultado das urnas, o governo dos Estados Unidos ainda não divulgou um posicionamento oficial até a publicação da reportagem.
A China, principal parceira comercial brasileira desde 2009, manifestou felicitações por meio do porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Guo Jiakun. O representante afirmou que o país asiático pretende continuar aprofundando a relação com o Brasil. A Rússia também saudou a vitória de Lula e destacou sua contribuição para as relações bilaterais e para o Brics, grupo formado por economias emergentes. As manifestações reforçam o interesse dessas nações na continuidade dos acordos e das iniciativas de cooperação com o governo brasileiro.
Na Europa, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que a democracia e o multilateralismo saíram fortalecidos com o resultado eleitoral e defendeu a continuidade da parceria com o Brasil. O presidente francês, Emmanuel Macron, também propôs ampliar a cooperação entre os dois países, enquanto o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, celebrou a vitória petista. Na Ásia, o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, manifestou interesse em aprofundar a parceria estratégica com o Brasil. Já o Canadá e o México ressaltaram a importância de ampliar as oportunidades comerciais, proteger o meio ambiente e fortalecer as relações entre as nações.
O silêncio de Washington ocorre em meio ao desgaste das relações entre os governos brasileiro e norte-americano, marcado por divergências relacionadas às tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros e às pressões envolvendo o processo judicial contra Jair Bolsonaro. O presidente Donald Trump havia afirmado que acompanhava a eleição, mas não declarou apoio a nenhum dos candidatos. Na América do Sul, lideranças como José Antonio Kast, do Chile, e Santiago Peña, do Paraguai, também cumprimentaram Lula e defenderam a continuidade da integração regional. O presidente argentino Javier Milei, aliado de Trump, ainda não havia se manifestado até a publicação da reportagem.