Flávio Bolsonaro ficará sem mandato após 24 anos de trajetória política

Derrota presidencial o impede de renovar cadeira e encerra sequência de mandatos eletivos em 2027

Por Redação,

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ficará sem cargo eletivo a partir de 2027, após ser derrotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais, realizado no domingo (25). A situação marcará a primeira vez desde 2002 que o parlamentar não ocupará um cargo conquistado pelo voto popular. Segundo dados da apuração, Flávio recebeu 48,21% dos votos válidos, enquanto Lula obteve 51,79%, garantindo a reeleição para um quarto mandato presidencial. 

Foto: Ed Alves/CB/D.A PressOk

A decisão de disputar a Presidência impediu Flávio de concorrer à renovação de sua cadeira no Senado, cujo mandato termina em janeiro de 2027. Com isso, o resultado eleitoral interrompe uma trajetória de cinco mandatos consecutivos no Legislativo, iniciada no Rio de Janeiro. Ao longo de sua carreira, o senador exerceu quatro mandatos como deputado estadual e, posteriormente, conquistou uma vaga no Senado Federal, onde permanece desde 2019. 

A trajetória política de Flávio começou em 2002, quando foi eleito deputado estadual pelo Rio de Janeiro, aos 21 anos. Ele assumiu o cargo na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) em 2003 e foi reeleito nas eleições de 2006, 2010 e 2014. Em 2018, conquistou uma cadeira no Senado Federal, com 31,3% dos votos válidos no estado, no mesmo pleito em que seu pai, Jair Bolsonaro, foi eleito presidente da República. Desde então, sua atuação política passou a incluir o cenário nacional, até a candidatura ao Palácio do Planalto em 2026. 

Além de ficar sem mandato eletivo, o fim do período no Senado traz consequências para a situação jurídica do parlamentar, especialmente em relação ao foro por prerrogativa de função. Flávio é citado em investigações que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF), incluindo apurações relacionadas ao financiamento do filme Dark Horse. A saída do cargo, porém, não significa que todos os procedimentos serão automaticamente encaminhados à primeira instância, pois a definição depende das regras de competência aplicáveis a cada caso. O senador nega irregularidades nas investigações. Após a derrota eleitoral, ele também afirmou que não reconhece o resultado e que pretende pedir a anulação do pleito. 

Fonte: Correio Braziliense

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