O Piauí dispõe de uma rede pública estruturada para o acolhimento, tratamento e acompanhamento de pessoas em sofrimento psíquico, em um contexto em que os transtornos mentais figuram entre as principais causas de afastamento do trabalho no país.
A principal porta de entrada para o atendimento em saúde mental no estado são os Centros de Atenção Psicossocial (Caps). Segundo a Secretaria de Estado da Saúde do Piauí (Sesapi), o território piauiense conta atualmente com 67 unidades em funcionamento, responsáveis por ofertar atendimento gratuito e especializado a pessoas com transtornos mentais, desde quadros leves até situações mais graves.
Em reportagem exibida pela TV Assembleia, a diretora de Atenção à Saúde Mental da Sesapi, Rosa Rodrigues, explicou que o acesso aos Caps é direto e sem necessidade de encaminhamento prévio. “O Caps é de porta aberta. Qualquer pessoa que esteja em sofrimento mental pode procurar o serviço”, afirmou.
Ao chegar à unidade, o usuário passa por acolhimento e triagem. A partir dessa avaliação inicial, é inserido em um plano terapêutico adequado ao seu perfil ou encaminhado para outros dispositivos que integram a Rede de Atenção Psicossocial. Nos casos considerados mais graves, após a estabilização do quadro clínico, o paciente é reconduzido para acompanhamento contínuo, garantindo a continuidade do cuidado fora dos períodos de crise.
Além do atendimento presencial, o estado também oferta serviços remotos em saúde mental, com o objetivo de ampliar o acesso da população. Entre as iniciativas estão o atendimento telefônico do projeto Minutos pela Vida e o teleatendimento do Piauí Saúde Digital, que oferecem escuta qualificada, orientação e encaminhamento, especialmente para pessoas que enfrentam dificuldades de deslocamento ou residem em regiões mais distantes.
As ações integram a política estadual de saúde mental e buscam assegurar atendimento humanizado e contínuo, reforçando a rede de proteção voltada à promoção do cuidado psicológico no Piauí.