O setor de games da Microsoft se prepara para mais uma rodada de demissões, atingindo centenas de funcionários do Xbox. Essa movimentação faz parte da estratégia de reestruturação anunciada em julho, que prevê a consolidação de diversos estúdios sob uma única estrutura.
No início do segundo semestre, a CEO do Xbox, Asha Sharma, já havia comunicado a redução de 3.200 postos até o fim do ano fiscal de 2027. Na ocasião, metade dessas vagas foi eliminada imediatamente, integrando um corte maior de 4.800 posições em toda a Microsoft.
Desta vez, espera-se que estúdios como a Blizzard, conhecida por títulos como Diablo e World of Warcraft, também sejam afetados. Anteriormente poupada, a Blizzard agora entra na lista das divisões impactadas.
A reformulação da Microsoft já levou quatro estúdios a buscarem independência ou novos proprietários. Entre eles estão Compulsion Games e Double Fine. A Arkane, na França, ainda analisa seu futuro após participar de um processo interno. Além disso, empresas como Activision, Bethesda e King também foram atingidas pelos cortes.
A estratégia é reduzir o número total de equipes enquanto se concentra em grandes franquias. Mesmo com cortes, o investimento em conteúdo deve se manter alto, com foco especial em séries populares como Minecraft e The Elder Scrolls.
Desde que assumiu o comando do Xbox em fevereiro, Asha Sharma lida com uma divisão enfrentando dificuldades financeiras. A receita caiu consideravelmente nos últimos cinco anos e as margens estão apertadas, apesar da aquisição bilionária da Activision Blizzard.
O serviço Game Pass é um dos pontos críticos dessa crise. Após um aumento significativo nos preços em outubro de 2025 — que no Brasil dobrou o valor mensal do plano mais caro — milhões de assinantes deixaram o serviço. Reconhecendo os preços elevados para os jogadores, Sharma ajustou valores e limitou horas na nuvem para tentar reverter a situação.