Não é de Lula
Há dias os jornalistas da Direto da Redação tem chamado de golpe do Lula, a proposta que Marcelo Castro tem encabeçado para acabar a reeleição. A ideia é apenas apoiada por Lula. Ela é de todos os senadores.
Senador de dez anos
Mas isso aí é apenas o pretexto. Na proposta ele quer aumentar mandatos de governador, deputados e prefeitos para cinco anos e o deles, de senador, para dez.
Salamandra e malandragem
O jornalista José Roberto de Toledo chama a tudo isso de salamandragem, uma mistura de salamandra com malandragem. “Salamandra é uma referência à deformação dos distritos eleitorais nos EUA para favorecer os candidatos de um partido. Os mapas acabam virando desenhos com rabos e pernas, parecidos com salamandras.
Leia o que ele escreveu no Uol:
Só para após 2026
É uma malandragem, como gritar "reeleição" quando o real objetivo é aumentar tempos de mandato… - que só valeria para depois de 2026.
Ou seja, Rafael, e os demais podem disputar a reeleição, mas depois acaba.
E daí?
Esse cuidado tem a vantagem de diminuir a quantidade de opositores à proposta, mas não só. Tem um subproduto muito importante para vender a ideia: a ênfase de comunicação é no fim da reeleição. Deixa em segundo plano o real interesse dos senadores: estender os mandatos no Senado de 8 para 10 anos.
Segundo
Quatro anos é pouco para um prefeito, governador ou presidente fazer algo. Logo, é preciso aumentar os mandatos para cinco anos.
Terceiro
Putz, mas isso vai descasar as eleições do Executivo com as do Legislativo? Logo, é preciso aumentar também os mandatos de deputados de quatro para cinco anos, e os de senadores de oito para dez anos.
Quarto
Tem que ajustar as eleições municipais à nova regra e aumentar os mandatos de vereadores para casarem com os de prefeitos. Mas cinco é impar, não dá pra fazer a eleição municipal no meio dos mandatos
Reeleição dá muita vantagem ao incumbente? Sem dúvida, 4 para 1. Mas não é isso que está em jogo. O que está em jogo é aumentar os tempos de duração de todos os mandatos e fazer menos eleições.
A onda
Daqui a pouco vira onda a proposta de candidatura a prefeito de Teresina para o jornalista Pedro Alcântara.
A expressão "Vamos dar o troco", se o povo pobre pegar no tranco, só vai dar Pedro Tamanco".
Já virou refrão!
Lucy por Teresina
Na sua opção por uma candidatura a vereadora de Teresina Lucy Soares mudou de “Lucy pelo Piaui” por “Lucy por Teresina”.
Acredita na força da adesão dela e da filha Bárbara a Fábio Novo, do PT.
O homem que diminuiu
Wilson Martins, ex-governador do Piauí, é uma espécie de Benjamin Button da política, pois na medida que o tempo passa ele vai ficando menor.
Martins, que tentou por três vezes seguidas, sem sucesso, uma vaga no Congresso Nacional, é agora o presidente da Companhia Ferroviária e de Logística do Piauí – CFLP, que gere os trens urbanos de Teresina.
O staff
Na terça-feira, o ex-governador nomeou parte de seu staff: sua ex-secretária de Fazenda, que também bateu ponto como secretária de Finanças da administração do Dr. Pessoa, Odimirtes Araújo Costa Reis Neves, será a vice-presidente da CFLP.
Outro nomeado é Edvaldo Pereira de Sousa.
Tem coisa melhor
Para quem chegou ao cargo de governador qualquer político passa a ter uma bela história e, acredita-se, que não seria pelo salário de terceiro escalão que estaria levando o ex-governador a ocupar tal função.
Wilson faria muito bem ocupando seu tempo contando histórias, como fez recentemente, lançando um livro; fazendo política partidária e, nas horas vagas, executando a medicina, sua real e principal função.
Esse cargo caberia bem em algum aliado de Wilson, que efetivamente precisa.
Na mesma escola
Wilson segue os passos do ex-prefeito de Teresina, governador e senador Freitas Neto. Depois de brilhante ascensão, que é dada a poucos, Freitas foi ser secretário de Planejamento municipal e até hoje morde uma sinecura na Fiepi.
Poder da adivinhação
O GP1 aguçou a curiosidade: “um apartamento de alto padrão em um dos mais caros e exclusivos prédios de Teresina, foi adquirido por um deputado por R$ 4 milhões em dinheiro vivo.”
Nome do escritor
O edifício onde fica situado tem o nome de um escritor gaúcho, cuja principal obra virou série de televisão.
Nome do cantor
O apartamento foi vendido por um empresário que tem nome de cantor que enveredou pela política tendo sido prefeito de uma cidade nas imediações de Teresina.
Todo mundo sabe
Como o GP1 não cita os nomes, os leitores se apressaram em decifrar o que foi publicado dando nomes aos personagens.
O edifício chama-se Érico Veríssimo (escritor gaúcho); o vendedor Luiz Gonzaga (nome de cantor), que é pai do Júnior Carvalho (ex e futuro Prefeito de Demerval Lobão) e o comprador seria o deputado Franzé Silva.
A coluna não tem essa informação oficial. Cabe ao deputado confirmar ou não.
Baixo nível
Como é escatológico o linguajar dos BBBs.
Esgoto puro.