Direto da Redação: o Porto. A questão é a obra, e não o discurso

O Porto Piauí foi transformado no principal símbolo da gestão Rafael Fonteles

Rafael e o Porto

Rafael falou muito no Porto de Luís Correia nessa sua última entrevista na TV.
Porto? Que Porto?

Foto: TV BlocãoO Porto, uma miragem e o navio que vai embora, sem carga
O Porto, uma miragem e o navio que vai embora, sem carga

O documento

Documento oficial da “Porto Piauí” coloca em xeque a narrativa de sucesso do Porto de Luís Correia. O despacho informa que a operação-teste da embarcação KONTA II, prevista para ocorrer até 2 de agosto, não foi realizada.

Foto: Gabriel PaulinoRafael Fonteles, governador do Piauí
Rafael segue ocupando seu tempo em falas sobre o Porto

O motivo

Segundo o próprio documento, faltaram as certificações exigidas para dois rebocadores com capacidade mínima de 20 toneladas-força. Sem isso, a operação não poderia ser realizada.

O teste de realidade

A Portaria da Capitania dos Portos autorizava uma única operação-teste justamente para avaliar a viabilidade da desatracação e saída de um navio carregado do Porto de Luís Correia. O prazo terminou em 2 de agosto.

Propaganda e realidade

Depois de tantos anúncios e investimentos apresentados pelo governo como demonstração da transformação econômica proporcionada pelo Porto, o fato concreto é incômodo: quando chegou a hora do teste operacional, o navio não saiu.

Foto: ReproduçãoJoel Rodrigues defende redução gradual do ICMS em proposta para o Governo do Piauí.
Joel incluiu em seu discurso a fracassada ação de Rafael pelo Porto

Investe na berlinda

O episódio coloca a gestão da Investe Piauí e da Porto Piauí sob questionamento político. Não porque o documento atribua responsabilidade pessoal a seus dirigentes, mas porque surge uma pergunta inevitável: como um projeto estratégico chegou ao teste operacional sem que uma exigência prevista pela autoridade marítima estivesse resolvida?

Incompetência?

Para setores da oposição, o episódio pode ser apresentado como símbolo de falha de planejamento e incompetência de gestão. É uma interpretação política, não uma conclusão do documento. O que o documento comprova é a não realização do teste por falta dos requisitos exigidos.

A Marinha

A Portaria foi explícita: a operação-teste não representava homologação definitiva nem reconhecimento de capacidade operacional permanente do Porto.

A campanha na mira

O Porto de Luís Correia será inevitavelmente um dos assuntos da eleição de 2026. O governo terá de transformar propaganda em números: quantos navios, quantas toneladas, quanto foi exportado e quantas operações efetivamente foram realizadas?

A pergunta que fica

Depois de todo o investimento e de toda a publicidade em torno do Porto, a oposição ganha uma pergunta simples para levar ao debate eleitoral:
O Porto está realmente operando ou ainda está sendo preparado para operar?

O fato

O governo pode explicar, justificar e anunciar novas etapas. Mas existe um documento oficial que permanecerá como registro:
a operação-teste que deveria demonstrar a capacidade de saída de um navio carregado não aconteceu.

ORAÇÃO DO DIA!

Oi, Deus! Já passei por tantas situações desafiadoras na vida, mas em nenhum momento o Senhor soltou a minha mão. Obrigado(a) por nunca me desamparar e por sempre me conduzir aos lugares que o Senhor preparou para mim. Amém! 🙏🏻

Versículo do dia:
“Passamos pelo fogo e pela água, mas agora nos trouxeste para um lugar seguro.”
(Salmos 66,12b)

BOM DIA! A PAZ DO SENHOR JESUS CRISTO 🙏

Modo de vida

Eita que o Pancadinha agora processa para ganhar virilidade e um troquinho a mais. Processou Antônio José Lira por difamação.

Foto: ReproduçãoGustavo Henrique
Gustavo Pancadinha processa o candidato a senador Antônio José Lira.

Chefe de torcida

Agora, não mais candidato a governador, Pancadinha não terá como ajudar Rafael Fonteles nos debates.
Vai daqui a sugestão para Pancadinha não perder o óbolo: aceita ser o chefe da torcida.

Foto: ReproduçãoJosé Antonio Lira
Antônio José já o chamou pro acerto de contas.

A lenda

Responda depressa: qual a mais conhecida lenda piauiense, sem ser o Cabeça de Cuia?
Se respondeu “é o Porto”, acertou, miserávi.

Gracinha e o prefeito

A deputada Gracinha negou que tenha agredido (fisicamente) o prefeito de Parnaíba, Emanuel.
Realmente, magrinha como é e ele bombadão, ela não teria qualquer chance.
Nessa aí, o que falta na estrutura magricela sobra na língua.
Te mete não, Francisco Emanuel.

Foto: ReproduçãoGracinha Mão Santa (MDB)
Gracinha Mão Santa nega que tenha agredido o prefeito de Parnaíba, Emanuel.
Foto: ReproduçãoPrefeito Francisco Emanuel de Parnaíba
Emanuel é mais pesado que a deputada Gracinha…

Símbolo de gestão

O Porto Piauí foi transformado no principal símbolo da gestão Rafael Fonteles. Se justamente esse símbolo começa a demonstrar limitações operacionais tão cedo, o desgaste político tende a ser proporcional ao investimento feito na sua divulgação.
No fim das contas, a pergunta que ficará para o eleitor é simples:

Maior vitrine

Se o governo encontra dificuldades para fazer funcionar a obra que escolheu como sua maior vitrine administrativa, que confiança pode pedir ao piauiense para os próximos anos?
Essa resposta não será dada por discursos oficiais.
Será dada pelas urnas.

O caso do juíz

Até onde se sabe, nenhuma avanço em Brasília para se concluir no STJ o julgamento do juiz Valdemir, do Piauí.
Os que foram do Piauí para acompanhar o desfecho disso, torcem para após a posse no STJ.
Porque tira do caminho do juiz o ministro Mauro Campbel, que já lhe deu um conto desfavorável.
Aliás falam que tem que mais de meia dúzia de magistrados do Piauí em Brasília acompanhando o caso.

Foto: ReproduçãoJuiz Valdemir
Juiz Valdemir

Hum hum. E quem paga essas diárias, meu senhor?

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Pequisar