Direto da Redação: Rafael Fonteles tem o maior tempo de TV
E mais: juiz do Piauí aposta em absolvição no CNJ
Maiores tempos
O governador Rafael Fonteles deverá ter o maior tempo em rádio e TV pela soma dos tempos dos partidos da sua aliança.
Joel Rodrigues vem a seguir, com menores tempos ainda para Lúcia Santos, do PSDB, e Gisvaldo Oliveira, do PSOL.
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Reta final
Ainda a 18 dias do horário eleitora, nenhuma das campanhas que importam no Piauí – a de Joel Rodrigues (PP) e a do governador candidato à reeleição Rafael Fonteles (PT) – abre sobre os conteúdos e formas que serão usadas em programas e nas inserções de 30 segundos em rádio e TV.
Marmota
Como a clausula de barreira impede que nomes como Lourdes Melo (PCO), Santiago Belizário (UP), Geraldo Carvalho (PSTU), Elizeu Aguiar (Novo) estejam nos programas e inserções, o inusitado e engraçado vai ficar com candidatos proporcionais de partidos com direito a tempo em rádio e TV.
Guilhotina
Em eleição para deputado, a briga não poupa ninguém. Exemplo disso é que um vereador de José de Freitas perdeu um cargo comissionado na Assembleia Legislativa após uma declaração de votos para um nome que não era aquele da caneta que assinou a nomeação dele.
Guilhotina 2
Abraão Alves de Araújo (PSD) foi exonerado do cargo em comissão que ocupava na Comissão de Defesa do Consumidor, do Meio Ambiente e Acompanhamento dos Fenômenos da Natureza da Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi).
O documento foi assinado pelo presidente da Assembleia Legislativa, Severo Eulálio (MDB), e pelo primeiro secretário, Wilson Brandão (PP).
Guilhotina 3
A demissão teria como causa a declaração de apoio de Abraão Araújo à pré-candidatura de Emanoel Paiva (União Brasil) para deputado federal. O posicionamento do vereador contraria o deputado estadual Georgiano Neto (PSD), que deixará a Assembleia Legislativa neste ano para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados.
Caiado e Teresina
Ronaldo Caiado citou, durante sabatina da GloboNews, o apoio de Silvio Mendes, prefeito de Teresina, do União Brasil.
Silvio até onde se sabe nunca abriu a boca para expressar apoio a quem quer que seja na eleição presidencial.
Saída
Aliás, Caiado saiu do União Brasil, partido de Silvio, para ser candidato pelo PSD, legenda cujo “donatário” no Piauí, deputado Júlio César, é candidato a senador com suporte do PT.
Ou seja, em matéria de apoio no Piauí, Caiado parece estar em um mato sem cachorro e sem cabo eleitoral.
Meu candidato
Tiago Junqueira é o único nome que Flávio Bolsonaro vai apoiar para o Senado no Piauí.
Ciro
Na lógica das alianças, os candidatos a senador com mais tempo serão Marcelo Castro (MDB) e Júlio César (PSD), seguido por Ciro Nogueira (PP-União Brasil) e Tiago Junqueira, do PL.
Olho no CNJ
O julgamento do juiz Valdemir no CNJ continua suspenso, mas o assunto está longe de sair do radar político e jurídico do Piauí. Nos bastidores, a possibilidade de retorno do magistrado às funções já é tratada com bastante atenção.
Brasília em movimento
O que se comenta em Brasília é que há movimentações institucionais para que o juiz volte ao exercício da magistratura. A mesma leitura começa a circular dentro do próprio Tribunal de Justiça do Piauí. Se é apenas articulação ou se existe algo mais concreto, o tempo dirá.
A volta
A possibilidade de retorno de Valdemir não seria apenas uma questão interna do Judiciário. O magistrado poderá reassumir justamente uma vara que concentra um processo capaz de produzir bastante barulho político.
O detalhe
É nessa vara que tramita o inquérito relacionado aos supostos desvios na Secretaria de Saúde. Entre os investigados um nome conhecido nos círculos políticos e apontado como muito próximo do governador Rafael Fonteles.
Coincidência?
Naturalmente, uma coisa não tem necessariamente relação com a outra. Mas a coincidência institucional é daquelas que ninguém deixa passar despercebida.
E se andar?
A pergunta que começa a aparecer nos bastidores é: o que acontece se Valdemir voltar e o tal inquérito ganhar novos capítulos?
Novas diligências? Novas decisões? Novos fatos?
Dependendo do que surgir, o caso pode deixar de ser apenas jurídico e ganhar uma dimensão política considerável.
Ano eleitoral
E há um ingrediente adicional: estamos falando de 2026.
Em ano eleitoral, processos, investigações e decisões judiciais envolvendo pessoas próximas ao poder inevitavelmente entram no radar político. Mesmo quando as instituições estão simplesmente fazendo o seu trabalho.
Os tons
Rafael Fonteles hoje atravessa um cenário eleitoral confortável. A oposição ainda procura uma narrativa capaz de produzir maior competitividade.
Mas política é dinâmica
Um fato novo pode não mudar uma eleição. Mas pode mudar o ambiente de uma eleição.
A pergunta
Se Valdemir retornar à função e o inquérito avançar, será que os tons da eleição continuarão os mesmos?
Essa é uma pergunta que, por enquanto, não tem resposta.
Mas já tem muita gente interessada em saber.
A ver
O julgamento está suspenso. O retorno ainda é uma possibilidade. O inquérito segue seu curso.
Nada está definido
Mas, nos bastidores, tem gente olhando para o CNJ com uma atenção que vai muito além do mundo jurídico.
Porque, em política, às vezes o que parece apenas um detalhe pode acabar virando o centro da história.