Engenheiro é preso em SP suspeito de aplicar golpes de energia solar no Piauí
Uma das vítimas teria perdido R$ 25 mil após contratar o serviço de energia solar prometido pelo suspeito
O engenheiro eletricista Heitor Gonçalves Santana foi preso nesta quarta-feira (12), em São Paulo, por suspeita de receber pagamentos para instalar sistemas de energia solar e não executar os serviços nem devolver os valores aos clientes. A investigação é conduzida pela Polícia Civil do Piauí, que identificou outras denúncias com características semelhantes.
A apuração começou após o registro de ocorrências contra o engenheiro. Um dos casos envolve um idoso de 88 anos, que teria perdido R$ 25 mil após contratar Heitor para fornecer equipamentos e instalar uma usina fotovoltaica.
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Segundo a investigação, mesmo depois de receber o pagamento, o engenheiro não entregou o material nem realizou a instalação. O idoso tentou localizar o profissional, mas descobriu que o escritório mantido por ele em Teresina havia sido fechado e que Heitor havia deixado a cidade.
O filho da vítima continuou tentando negociar o ressarcimento por meio do WhatsApp. Conforme o inquérito, o engenheiro apresentou justificativas para o atraso e chegou a prometer a devolução do dinheiro, mas o valor não teria sido pago.
A Polícia Civil também reuniu relatos de outras pessoas que afirmam ter tido prejuízos em situações semelhantes.
Em um dos casos, uma mulher de 65 anos teria sido levada pelo próprio engenheiro até uma agência bancária, onde transferiu R$ 14 mil para o pagamento do sistema de energia solar. Heitor teria informado que a instalação seria concluída em até 15 dias, mas o prazo terminou sem a execução do serviço ou devolução do dinheiro.
Também há registro de uma pessoa que prestou serviços para o engenheiro e afirma não ter recebido o pagamento combinado. Segundo a denúncia, a dívida seria de aproximadamente R$ 6 mil.
Os relatos analisados pela Polícia Civil apontam para um mesmo padrão: os clientes contratavam a instalação dos sistemas, realizavam os pagamentos e, posteriormente, não recebiam os serviços nem o ressarcimento dos valores.
Engenheiro estava em São Paulo
De acordo com o inquérito, Heitor deixou Teresina e passou a morar em São Paulo, onde cursa doutorado em Engenharia Elétrica na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP).
Durante a investigação, o pai do engenheiro teria informado que ele estava afastado das atividades profissionais por problemas de saúde. O próprio investigado também apresentou à vítima um laudo médico psiquiátrico como justificativa para o afastamento.
A prisão ocorreu nesta quarta-feira, em uma ação da Polícia Civil de São Paulo para cumprir o mandado expedido contra o engenheiro. Após ser localizado, Heitor foi colocado à disposição da Justiça.
Fonte: Portal AZ