Disputa desonesta
O governador Rafael Fonteles deve apagar o fogo que começa a virar labareda nas cercanias de seu gabinete.
Como se não bastassem os inquéritos policiais que carrega nas costas o todo enrolado deputado Jadyel Alencar está sendo o estopim de uma grande crise dentro do esquema governista, acusando o aloprado Georgiano Neto de estar invadindo as suas e as bases de “companheiros” governistas.
Pai senador
Como o pai de Georgiano, Júlio César, acha que com seu supostamente poderoso esquema político e financeiro pode se eleger senador em 2026, Georgiano tem andado no Piauí “ajeitando” bases para deputado federal.
E nessas horas, segundo denuncia Jadyel, avançando nos “colégios” de tanta gente, Georgiano certamente mandará os escrúpulos às favas.
Quer os votos, seja de quem for.
A entrevista
Jadyel Jupi Alencar fez a denúncia durante entrevista concedida nesta quinta-feira, 13, à Band Piauí. Segundo o deputado federal, Georgiano está atacando outros parlamentares que também fazem parte do bloco liderado pelo governador Rafael Fonteles.
Sacola de votos
Olha que fala comprometedora essa de Jadyel à FM Teresina:
“O deputado Georgiano Neto não pode ver uma sacola de votos, ele viu uma sacola de votos lá em Cocal da Estação, vendeu o partido [o PSD]. […] Eu, particularmente, tenho repreendido, tenho combatido fortemente o modelo de fazer política do deputado Georgiano Neto”.
Sacola de bufunfa
Nesses tempos em que vergonha é artigo de luxo, político leva na sacola outra coisa, dinheiro, por exemplo.
Será que Jadyel esqueceu de citar a outra sacola que Georgiano estaria usando para poder ter a que contém votos?
Todos querem
A coluna há dias chamou a atenção para os novos candidatos a deputado federal dentro da base de governo.
Franze Silva não esconde que faz caixa para garantir sua campanha à caça de votos para tirar o mandato de um dos dez deputados federais.
O cabeça prateada viaja pelo interior fazendo negócio com voto.
Léo, danadinho
Outro que tem inaugurado obras, as vezes sem a presença do governador, é o diretor do DER Leonardo Sobral. Também de olho numa cadeira na Câmara Federal.
Até o Zé
Zé Santana ganhou a Agespisa e, apesar da estatal fazer água, afundada em dívidas, sobra muito para ele viajar participando de festejos, dançando em festas e até rezando de olho nos votos.
E esses votos tem que ser comprados, tirados de algum deputado.
Os ameaçados
Correm risco, alem de Jadyel, o outro enrolado com processos Florentino Neto, Merlong Solano e Dr Francisco Costa, todos de primeiro mandato que estariam com dificuldade de segurar prefeitos, chefes políticos e vereadores, de quem em 2022, pagaram pelos votos.
Todos, aparentemente, através da Secretaria de Saúde.
Palavras ao vento
A frase dita por Jadyel “a gente precisa ter credibilidade, palavra, compromisso”, é só da boca pra fora, porque em se tratando desse negócio eleitoral em que eles são metidos, o que vale é só uma única palavra: dinheiro.
Muito dinheiro
E, nesse caso, com tudo que é buraco nos governos estadual, federal e na federação da Agricultura, Georgiano não tem do que se queixar.
Taxa do esgoto
Consumidor de Teresina está pagando a taxa de esgoto no mesmo valor da taxa do consumo de água.
O talão do último mês da casa de um morador do Gurupi acusa que o valor do consumo da água foi de R$ 79,41. O mesmo valor para a taxa do esgoto.
O aumento foi de 100 por cento.
Mataram o Pacovan
Conhecido como o maior agiota do Maranhão, Josival Cavalcanti da Silva, o famoso “Pacovan” foi assassinado a tiros, ontem, na cidade de Zé Doca.
Com forte atuação criminosa no Maranhão e Piauí, Pacovan desviou mais de R$ 200 milhões dos cofres públicos maranhenses, deixando uma grande riqueza, seja através de dinheiro, imóveis e postos de combustíveis em nome de laranjas.
Ele tinha muitos negócios e grandes amizades no Piauí. A maioria com políticos.
Desastrado e desastroso
A se confirmarem as informações do site Tribuna de Parnaíba, o secretário de Governo, Marcelo Noleto não é somente desastrado, é também desastroso.
Isso porque, segundo o site, uma visita do secretário para contatos políticos em favor do candidato governista Dr. Hélio (MDB) se converteu mais em problema que em solução.
Só os eleitos
Diz o site que pré-candidatos a vereador sem mandato se queixam de que Noleto só quis conversar com quem tem mandato. A turma que tenta uma vaga na Câmara Municipal nem chá de cadeira tomou.
O não recebimento dos sem mandato seria uma traição às promessas feitas, diz o site, sem citar nominalmente uma fonte.
Fora do barco
Essa falta de atenção, que pode também ser entendida como falta de “oxigênio”, é citada pelo site como razão de pré-candidatos a vereador a abandonar a campanha de Dr. Hélio.
Sem citar o nome de um pré-candidato a vereador, o Tribuna de Parnaíba diz que os vereadores se sentem usados para tirar foto e dar apoio em troca de um acordo que nunca será cumprido.
Lugar errado
O queixume contra Noleto por seu caráter não nominal precisa de desconto, mas é revelador de um problema político: o secretário de Governo ocupa um espaço político por excelência. Assim, se são recorrentes as críticas que ele recebe e as crises que gera, é evidente que está ele no lugar errado.
Deputados estaduais e federais, prefeitos, vereadores. Todos se queixam.
Batendo ponto
Meses atrás deputados estaduais forçaram Noleto a ir bater ponto na Assembleia Legialativa, para tratarem com ele o que não conseguiam no Palácio de Karnak. Lá o secretário não os recebia. E nem lhes dava o que eles mais procuram: obras e cargos.
Hoje, pelo visto as coisas se resolveram, aparentemente todos estão satisfeitos.
O chefe manda
Mas em casos como esse, sempre é bom lembrar o general Pazzuelo, que diante de uma desastrosa gestão no Ministério da Saúde na Presidência de Jair Bolsonaro, explicou com a clareza da água: “É simples: um manda, outro obedece”.
Apartamentos
O Cadastro Nacional de Endereços para Fins Estatísticos (CNEFE) do IBGE, registra no Piauí 74.649 endereços situados em arranjos condominiais, sendo 17.297 endereços em condomínios que tinham entre 6 e 20 endereços, 13.221 em condomínios entre 21 e 50 endereços, 11.422 em condomínios entre 51 e 100 endereços e 32.709 em condomínios com mais de 100 endereços.
Concentração
No Piauí registrou-se uma média de 15,06 domicílios por arranjo condominial.
Em Teresina, o CNEFE aponta que a maior proporção de endereços em arranjos condominiais do tipo apartamento fica na zona leste da capital, com 42,13% do total de endereços. Seguem-se a zona sul, 23,64%, o Centro, com 17,66%, a zona Sudeste, com 10,52%.
Mais embaixo
A zona norte de Teresina é a que tem menos apartamento: 6,05%. Segundo o IBGE, a baixa incidência de endereços condominiais do tipo apartamento nessa área de Teresina decorre da impossibilidade legal de construção próxima à zona aeroportuária da cidade, em razão do prejuízo que traria para o tráfego de aeronaves.