Agora azedou
Se já era ruim, agora que azedaram de vez as relações entre o secretário de Segurança do Piauí e os policiais civis.
Quem entra em cena é a influente Confederação Brasileira de Trabalhadores Policiais Civis (Cobrapol), condenando atitude de Chico Lucas de ter mandado retirar faixa do Sinpolpi da frente da delegacia em Parnaíba.
Atitudes antissindicais
Em nota pública a Cobrapol bate forte em Lucas e no governador Rafael acusando-os de “atitudes antissindicais” e ressalta a “forma indigna como a Polícia Civil e seus trabalhadores tem sido tratados pelo governo piauiense”.
Relação difícil
O ato do secretário de segurança no caso da retirada da faixa do Sinpolpi, soma-se a outras atitudes dele que tornam cada vez mais difícil a relação com a polícia.
Ele tem se recusado a atender as reivindicações, não recebe os dirigentes, chegou a humilhá-los quando disse que um estagiário faz trabalho melhor que o policial e, agora, torna nacional uma briga que poderia ter ficado adstrita ao Piauí.
Reação nacional
A Cobrapol espalhou pelos Estados a sua manifestação contra o governador e o secretário piauienses, chamando-os de ditadores.
“A ordem da retirada de faixas deixa ainda mais evidente o menosprezo do governo ditatorial em relação aos Policiais Civis do Piauí, utilizando-se do poder e da arbitrariedade para afrontar a liberdade do direito sindical e a liberdade de expressão”, destaca a Cobrapol.
Novas cobranças
O Sinpolpi resolveu deflagrar nova movimentação que visa paralisação da polícia para, finalmente, cobrar posição do governo que tem se negado a atende-los na questão salarial.
Eles acusam Chico Lucas de ser o maior entrave nas negociações.
Mesma coisa
Ontem, começou o horário eleitoral, mas pouco ou quase nada os candidatos puderam oferecer aos eleitores de alternativas para suas gestões
Se ouviu o mesmo blá-blá-blá.
Data AZ
Tem nova pesquisa Data AZ sobre intenção de votos em Teresina.
Registrada no TSE a pesquisa será divulgada a partir do dia 19, segunda-feira.
Entre Poderes
Pelo menos para manter o mis en scene de sempre o presidente da Câmara Arthur Lira retirou do armário duas PEC que limitam os poderes do STF.
Pois é, só fita, porque na hora H, tudo volta ao normal.
Feira fantasma
Custou meio milhão de reais o patrocínio da Coordenadoria Estadual da Juventude para que a empresa Brazil86 Produção e Eventos Ltda. realizasse de 1ª de agosto até hoje a I Feira do Produtor Rural de Nossa Senhora dos Remédios.
Numa busca no Google não há uma só menção ao afamado evento.
Família
A Secretaria de Integração e Desenvolvimento Regional – Sinderpi – vai aplicar R$ 4,841 milhões no asfaltamento de 45.688,77 metros quadrados de vias urbanas de Esperantina, onde a prefeita Ivanária Sampaio, do MDB, tenta a reeleição.
A prefeita é esposa do vice-governador Themistocles Sampaio e cunhada da secretária que autorizou a obra, Paula Jeanne Rosa de Lima Sampaio.
Tudo em casa, portanto, onde tudo se faz e se divide.
Remédios
A Secretaria de Saúde do Piauí assinou contrato de R$ 55,131 milhões com a empresa Fix Comércio Atacadista de Medicamentos para fornecimento de remédios à rede pública hospitalar pelos próximos 12 meses.
Ironia do destino
Se o termo ironia do destino fosse uma pessoa física, essa seria Alexandre de Moraes. Fácil explicar: Moraes é um juiz da Suprema Corte do Brasil indicado por Michel Temer, que é acusado pelo PT de ter aplicado um golpe de Estado contra Dilma Roussef. Porém, o mesmo Moraes é agora apontado por próceres do PT, o partido que viu golpe no impeachment da ex-presidente, como responsável por barrar um golpe tentado por Jair Bolsonaro.
Lewandowski
Exemplo disso é o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, que foi ministro do Supremo, indicado por Lula.
Na sexta-feira, o auxiliar do presidente destacou em entrevista ao jornal Valor Econômico o papel de Moraes na manutenção da estabilidade das instituições republicanas e afirmou que o magistrado atuou "dentro dos limites da lei".