Ontem, somente ao final da tarde se especulou que a Polícia Federal teria dado prosseguimento na operação Front Stage, visitando o apartamento de uma jornalista em Teresina.
Ela seria daquele grupo que aprontou “projeto” cultural, concorreu e foi habilitado para receber recursos da lei Aldir Blanc.
Tudo no faz de conta.
Vivaldinos
Pelo menos cinco jornalistas dessa tempestuosa relação com Secult estavam nesta semana em café de Teresina com nome da famosa obra de Vivaldi. Mas os vivaldinos comunicadores estavam em uma conversa outonal, já que têm uma relação muito próxima com o primeiro-amigo de Fábio Novo, o agora ex-secretário de Cultura, Carlos Anchieta.
Na moita
A PF, desta vez, não informou sequer no grupo de WhatsApp de que fazem parte jornalistas da mídia de Teresina.
O fato foi tornado público por vizinhos que filmaram.
Jornalistas na mira da PF
A operação da PF que resultou na revelação de um amplo e bem articulado esquema de corrupção na Secretaria de Cultura do Piauí não mirou apenas o encalacrado ex-secretário Carlos Anchieta, primeiro-amigo de Fábio Novo, e sua trupe favorecida com dinheiro da Lei Aldir Blanc. Jornalistas também estão sob investigação. Estão perdendo sono, porque vergonha na cara para perder esses não têm.
Quem? Quem?
Como só por pura sorte vazou o relatório que cita Carlos Anchieta, o primeiro-amigo de Fabio Novo, o próprio candidato petista e os apaniguados que fizeram as 736 “pancadinhas” na conta do ex-secretário, está um burburinho sobre quem entre os jornalistas obsequiosos foi alvo de busca e apreensão da PF.
Porém já se sabe que todos os envolvidos são de um sistema de comunicação Meio desnorteado, sendo dois deles uma moça que meio mundo não suporta por ser antipática à exaustão e outro um rapaz nascido no sertão, boa gente que fez a vida focando nos “bem-nascidos”.
Trama
Existem mais alguns nomes do mesmo meio sob suspeita. Como seria de se esperar, para esses jornalistas, o cada vez mais escandaloso desvio de dinheiro que deveria ajudar artistas, nem é citado, é como se não tivesse ocorrido.
Mas existe e os coleguinhas fazem parte da trama.
Licitações
A nova titular da Secretaria de Cultura, a advogada Ingrid Pereira da Silva, ocupava antes a chefia da Comissão Permanente de Licitação da pasta.
Pode até não ser uma expert em cultura, mas num lugar onde a lei de licitações andava sendo pisoteada, faz bastante sentido a nomeação de uma advogada.
Saída a pedido
Pode parecer mera formalidade, mas a exoneração do enrolado Carlos Anchieta da Secretaria de Cultura, a pedido, foi uma solução que o entorno de Rafael Fonteles (PT) entendeu como menos desgastante para o governador e para Fábio Novo, este candidato a prefeito, bem tisnado pela lama do primeiro-amigo que recebeu 736 pancadinhas na conta bancária.
Seria pior
Tivesse, como se esperava, passado a faca no pescoço do auxiliar, Rafael Fonteles poderia estar ratificando a responsabilidade de seu secretário no desvio de R$ 7 milhões de recursos da Lei Aldir Blanc.
O dinheiro pago a amigos de Anchieta e de Fabio Novo fizeram chover as 736 pancadinhas (depósitos bancários) que totalizaram R$ 1,2 milhão nas contas do agora ex-secretário.
Menor estrago
Anchieta, fazendo pose de honesto, fez chegar aos veículos de comunicação e jornalistas parceiros que sai para se defender das suspeitas que lhe são imputadas no robusto inquérito.
Nada mais falso.
A nota de Anchieta
“Informo que, para garantir a transparência, a lisura, a fluência e a independência das investigações que citam meu nome, durante período em que eu estava como gestor da Secretaria de Cultura do Piauí, e para que não paire nenhuma dúvida sobre a autonomia das apurações em voga, informo que estou renunciando ao cargo de secretário de estado da Cultura. Assim, espero colaborar, de maneira irrestrita e incondicional, para que tudo seja devidamente esclarecido."
“Foi saído”
Sai porque foi solicitado a sair por quem manda, ou seja, o governador lhe mandou um emissário que pediu que ele pedisse exoneração. Rafael não recebeu Anchieta desde o pipocar do escândalo na Secult.
Homem chegado à luz, Anchieta agora precisa da sombra.
Adernou e fez água
Uma operação policial em que o primeiro-amigo do candidato a prefeito do PT é apontado como favorecido por 736 depósitos bancários; uma condenação de Fábio Novo por improbidade administrativa; e agora a filha do ex-prefeito Firmino Filho anunciando apoio a Silvio Mendes, apesar da viúva e a primeira filha terem se bandeado para o petismo, pesaram muito no dia de Fábio Novo.
Isso é que é uma campanha que adernou e fez água.
Sem “oxigênio”
Uma campanha que faz água não faz dinheiro ou pelo menos cria dificuldades para que os financiadores de sempre compareçam ao caixa – sim, porque apesar dessa lenda legal chamada Fundo Eleitoral, no Brasil o dinheiro privado frequenta as campanhas eleitorais no atacado.
Assim, fontes ouvidas pela coluna dizem que o pessoal do dinheiro não está confiante em depositar o oxigênio na conta do Novo.
O dono da bola
Fabio Novo, ao saber da declaração de voto para Silvio Mendes, feita pela filha caçula de Firmino Filho, gastou um pouco mais de sua habitual soberba: “Não me importo, eu tenho a maioria”.
Pedantismo maior, não tem! E pode até ter se ele ganhar mais poder do que tem atualmente, né?
Ironia
Ciro Nogueira postou em seu perfil no Threads uma ironia em relação à denúncia do Me Too contra o ministro dos Direitos Humanos, Silvio Almeida.
“Assédio do bem”
Para o senador, se o “ministro dos Direitos Humanos continuar no cargo após assediar mulheres e até ministra da “Igualdade Racial”, Lula vai decretar que em seu governo assédio é direito humano? Deve ser o assédio do bem…”
E se for corintiano, pode, conforme o próprio Lula.
Apoio politico
Em um dos comerciais de Fábio Novo, o petista se gaba de ter apoio de Lula, de Rafael, de dois dos três senadores, de oito dos deputados federais e da maioria dos deputados estaduais.
Cadê? Cadê?
Mas na vida real, o governador tem reforçado sua agenda no interior; o senador Marcelo Castro transferiu de Teresina para São Raimundo Nonato; Wellington Dias não aparece na campanha de Novo; os deputados federais e estaduais estão cuidando de suas bases no interior.
Apoio mesmo só no maravilhoso mundo da propaganda.
O Bastidor
O site de alcance nacional O Bastidor pública extensa reportagem sobre Fábio Novo, Anchieta e os demais envolvidos na operação da PF.