Tirar o Centrão de perto
Pelo menos é o que dizem o jornal Folha de S.Paulo e o portal de notícias UOL nesta sexta-feira, ao noticiarem, em manchete, que o governo age para afastar o Centrão de Flávio Bolsonaro, e Lula deve poupar Ciro Nogueira na campanha.
Segundo os dois veículos, emissários de Lula “fizeram uma ofensiva para afastar o Centrão do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), em uma tentativa de deixar seu principal adversário na corrida presidencial isolado na eleição deste ano”.
As conversas
Assim, avalizados pelo Palácio do Planalto, “petistas mantiveram conversas com as cúpulas de Republicanos, União Brasil e PP”. O PP já informou ao filho do ex-presidente que vai ficar neutro na disputa.
Nesse cenário, informam a Folha e o UOL que “no caso do PP, além de um pacto de não agressão que viabilize a presença do partido em um quarto mandato de Lula, dois estados estão em foco”, um deles, o Piauí.
Diz o jornal paulista que, no Piauí, “a intenção é evitar hostilidade a Ciro Nogueira diretamente, facilitando a obtenção de votos lulistas pelo senador, que foi ministro da Casa Civil no governo Bolsonaro”.
Ciro, o líder
No Piauí, Lula tem uma vantagem histórica no estado, mas o senador Ciro Nogueira vem mantendo a liderança na preferência de votos em seguidas pesquisas eleitorais.
Isso é muito ruim principalmente para Marcelo Castro, que já vem sendo minado em suas bases por votos ao candidato Thiago.
Semiótica 1
Analistas a soldo enxergaram no uso de uma carroça cenográfica uma futura ação do candidato a governador da oposição, Joel Rodrigues (PP), de fazer o povo do Piauí de burro de carga. A análise é de ocasião, e a semiótica reivindicada como fundamento está a quilômetros de distância.
O uso da carroça cenográfica tão somente busca reforçar a origem pessoal humilde do candidato.
Semiótica 2
Se é para fazer análise com base em signos, talvez aos analistas a soldo caiba olhar os “cards” de candidatos a deputado estadual e federal da coligação dos incumbentes no Piauí, sob a liderança do PT: o vermelho, a cor do partido, foi convenientemente deixado de lado. Em alguns casos, até o nome do partido sumiu.
Semiótica 3
Se um partido que sempre usou o vermelho para marcar posição vem, desde 2022, usando cores como o azul e o branco, a leitura cabível antes e agora é que o vermelho desagrada a uma considerável parcela do eleitorado — grande o bastante para decidir uma eleição.
Logo, se alguém quer ver um impacto semiótico em comunicação, precisa começar olhando a ausência do vermelho nas campanhas do PT e adjacentes.
Muita calma nessa hora
Informa o jornal Folha de S.Paulo que a ordem do Planalto é tratar Ciro Nogueira com cortesia no Piauí. Nada de ofensiva dura contra o senador, que comanda o PP, do qual, se Lula não obtiver apoio, terá ao menos neutralidade na campanha presidencial.
ORAÇÃO DO DIA!
Oi, Deus! É tão reconfortante saber que o Senhor está sempre comigo e que em nenhum momento vai soltar a minha mão. Seguro firme na Tua mão e me apego ainda mais a Ti, porque tenho fé de que coisas lindas ainda estão por vir. Amém!
Versículo do dia:
“A tua mão direita me segura bem firme, e eu me apego a ti.”
(Salmos 63,8)
Bom dia! A PAZ DO SENHOR JESUS CRISTO 🙏
De volta
Após anunciar que não seria mais candidata, a deputada Roseana Sarney voltou atrás e se lançou candidata a uma das duas vagas do Senado no Maranhão.
Segundo explicou Roseana, que enfrentou um tratamento contra um câncer, ela voltou ao cenário político a pedido do pai, o ex-presidente José Sarney, a quem ela diz não saber dizer não.
Coletes
A Secretaria de Segurança Pública do Piauí vai pagar R$ 5.235.511,28 pela compra de 3.264 coletes de proteção balística ostensivos, nível de proteção III-A, com capas modulares em tecido de alta resistência, modelo Prot Col 04, marca Protecta.
A empresa favorecida no contrato é a Coplatex Indústria e Comércio de Tecidos S/A.
Rafael perdeu o controle
Enquanto o hospital de São Raimundo Nonato está em situação precária, ele se comprometeu a liberar oito milhões de reais para o Avelar Ferreira construir uma estrada vicinal. Qualificação do Avelar: candidato a deputado estadual pelo PMDB.
“Isso é um comportamento tipicamente arrogante, ditatorial: o que digo e faço, não explico, não discuto, e quem reclamar que se dane!”, emenda um líder da região.
Rios e a mosca
Bancando a mosca da padaria, Robert Rios quer estragar o pão de Júlio César. Ele está se insinuando candidato ao Senado.
Só para inquietar o pobre (?) Júlio.
Vai questionar as pesquisas?
Muito esperto o governo. Agora, os aliados de Rafael colocam Ciro como favorito ao Senado. Mas, nas mesmas pesquisas, colocam Rafael bem à frente de Joel.
A estratégia é inteligente, pois, se Ciro questionar a pesquisa, estaria questionando também o próprio favoritismo. Por outro lado, é o próprio governo reconhecendo, goste ou não, o quanto o líder do PP está à frente nas pesquisas para o Senado, mesmo apoiando o nome que naufragou: Júlio César.
Aqui, não!
Fábio novo, bancado a mosca da padaria quer melar as articulações que ocorr em Brasília envolvendo Ciro Nogueira: “É falsa a informação da Folha de São Paulo de hoje que o PT "poupará Ciro Nogueira". Isso sequer foi ventilado na instância estadual! Ciro tem um histórico de traições a Lula, Wellington e Dilma! É um plantonista de poder!”
Novo não deve ter aberto o malote de ontem.
Memória curta?
Na política, o tempo passa, mas a internet costuma ter boa memória. Internautas dificilmente deixam o passado escapar. O deputado federal Júlio César votou pelo impeachment de Dilma Rousseff, teve momentos de alinhamento com Bolsonaro e agora volta a ver antigos registros circularem nas redes sociais, entre eles um vídeo gravado dentro de um avião.
Campanha também tem dessas coisas: o passado costuma reaparecer justamente quando muitos preferiam deixá-lo no arquivo.