Quem ganhou
O perdedor é Gustavo Henrique, que conseguiu na Justiça o direito de participar e usou seu tempo como uma voz alugada no Palácio de Karnak.
Para piorar, não conseguiu o intento de desestabilizar o opositor Joel Rodrigues, do PP, que sereno estava e sereno ficou.
A doutora
Lúcia Santos revela-se uma grata surpresa no debate político. Ela foca muito em sua área, mas compreende que os problemas estaduais são sistêmicos.
Se for por sua capacidade de argumentação, tem possibilidade de capturar uma parcela do eleitorado.
O doutor
Já o candidato do PSOL-Rede, Gisvaldo Santos, que é historiador, apresentou-se com um discurso articulado que não poupa críticas aos dois candidatos que ele considera de direita: Rafael Fonteles, do PT, e Joel Rodrigues, do PP.
Agrotóxicos
Dado interessante apresentado por Gisvaldo: uma pesquisa detectou a presença de agrotóxicos em 83 amostras de leite materno no Hospital de Uruçuí.
Os empregos
No debate da Band, Rafael Fonteles disse que, até o fim de seu mandato, o Piauí vai cumprir a meta de 80 mil empregos, que prometeu no programa de governo do atual mandato.
Não parece fácil, porque dados oficiais indicam menos que isso na geração de empregos — possivelmente uns 60 mil, com muita boa vontade.
Cola e não cola
Enquanto a chapa do PT e adjacentes faz certo em ligar suas imagens a Lula, por via transversa, busca ligar Joel Rodrigues aos Bolsonaro.
Mas, pelo andar da carruagem, esse tipo de apelo não vai colar.
O terremoto
Dezenas de vídeos feitos por pessoas comuns documentaram, como nunca, o momento de um terremoto na Colômbia. Isso ocorre menos de dois meses depois de um sismo semelhante ter devastado a vizinha Venezuela, quase com a mesma intensidade.
O grande número de vídeos na Colômbia e a quase falta de registros na Venezuela são um sintoma da distância política entre os dois países. Um mais democrático; o outro, uma ditadura.
DEBATE 1
O primeiro debate para o Governo do Piauí, na Band, deixou mais perguntas do que respostas — e algumas pistas importantes sobre a eleição.
GUSTAVO, O BATE-ESTEIRA
Gustavo Henrique, do Avante, chamou atenção por uma estratégia curiosa: praticamente ignorou Rafael Fonteles e concentrou sua artilharia em Joel Rodrigues e no grupo de Ciro Nogueira.
Lembrou, pela dinâmica, o papel de Padre Kelmon no debate presidencial de 2022.
Se é estratégia, coincidência ou outra coisa, o eleitor vai julgar. Mas que ficou estranho, ficou.
ORAÇÃO DO DIA!
Oi, Deus! Entrego esta nova semana em Tuas mãos, peço a Tua proteção e Te agradeço por me segurar pela mão, por me manter de pé todos os dias e por me sustentar até aqui. Amém! 🙏🏻
Versículo do dia:
“Ele nos tem mantido vivos e não nos tem deixado cair.”
(Salmos 66,9)
Bom dia! A paz do Senhor Jesus Cristo! 🙌
RAFAEL NA DEFENSIVA
Rafael Fonteles parecia jogar aquele jogo em que empate é vitória e derrota por pouco também.
Pouco ataque, pouca emoção e muitas respostas genéricas. Repetiu diversas vezes o programa de governo e os números da gestão.
Para quem lidera as pesquisas, pode ser uma estratégia racional. O problema é que debate também serve para mostrar ideias, confrontar adversários e defender aquilo que foi feito.
LÚCIA E GISVALDO
Os dois melhores desempenhos ficaram, na nossa avaliação, com Dra. Lúcia Santos e o professor Gisvaldo Oliveira.
Boas falas, conhecimento e críticas bem colocadas.
E Gisvaldo merece um destaque especial: era sua primeira experiência em um debate desse porte.
JOEL PRECISA CRESCER
Joel Rodrigues não foi mal. Manteve postura elegante, fez críticas importantes e encontrou na saúde um dos seus melhores terrenos.
Mas, como principal candidato da oposição, precisa ser mais incisivo nos próximos debates.
Não basta ser correto. Precisa ocupar o debate.
A SAÚDE NO CENTRO
As críticas à saúde ganharam força quando Dra. Lúcia também questionou o modelo de gestão das organizações sociais.
Joel bateu na tecla de que o Estado estaria gastando mais e entregando menos.
É um tema que certamente voltará.
SEGURANÇA: O CALCANHAR DE AQUILES
O governador pode apresentar números positivos na segurança, mas existe uma questão que não desaparece com estatística: a remuneração dos policiais.
O Piauí ainda precisa explicar por que seus policiais militares estão entre os que recebem os menores salários do país.
O SALDO
O primeiro debate foi positivo para o eleitor.
Quem assistiu com atenção percebeu diferenças de postura, discurso e propostas.
E talvez essa seja a principal conclusão: a eleição pode ser muito mais interessante do que as pesquisas de hoje estão sugerindo.
E VEM O SEGUNDO
Para Joel, fica o dever de casa: subir o tom.
Para Rafael, o desafio é sair da zona de conforto.
Para Lúcia e Gisvaldo, manter o ritmo.
E para Gustavo… explicar por que parecia estar mais interessado em bater na oposição do que em enfrentar o governador.