Direto da Redação: Ciro segue na frente na disputa para o Senado

Disputam a segunda vaga os candidatos Marcelo Castro, Júlio César e Tiago Junqueira

Pesquisa

O Datafolha chegou com uma boa notícia para Rafael Fonteles (PT), com 56% das intenções de voto em pesquisa estimulada; Joel Rodrigues, do PP, aparece com 21%.

Considerando a margem de erro de 3%, o governador pode ir a 52% ou 59%, enquanto Joel pode variar de 24% a 18%.

Foto: Montagem gerada por IA
Rafael Fonteles e Joel Rodrigues

O voto espontâneo

Na sondagem espontânea, a pesquisa capturou um cenário em que o governador segue favorito, mas tem contra si um mar de eleitores indecisos.

Nessa pesquisa, ele tem 33% ante 10% de Joel, ou seja, o governador garante um terço dos votos, mas dois terços dos eleitores estão com a oposição, com outros candidatos, dispostos a votar em branco e no terreno largo de indecisão, onde se abrigam 46% dos votantes piauienses, segundo o Datafolha.

O Senado

Ciro Nogueira, mostra o Datafolha, está numericamente empatado com Marcelo Castro (16%) e tecnicamente empatado com Júlio César Lima (14%).

Na margem de erro, os três estão empatados, sendo conveniente lembrar sobre isso um elemento não presente na pesquisa: Ciro é o segundo voto dos dois candidatos do campo governista e isso é um problema para eles.

Foto: Reprodução
Ciro segue em primeiro e Marcelo disputa a segunda vaga com Júlio e Tiago.

Rodando

Somente se conseguissem uma perfeição matemática de 100% das bases fechadas com votos para os dois candidatos governistas se poderia garantir as duas vagas de senador para eles.

Não é o caso. Um deles certamente vai morrer na praia depois de nadar contra a corrente.

Foto: Reprodução/ Montagem via IA
Candidatos ao senado do Piauí: Tiago Junqueira, Marcelo Castro, Ciro Nogueira e Julio Cesar

Te alui, Tiago

Tiago Junqueira aparece como o quarto candidato ao Senado. Muito distante, ainda.

Mas tudo depende dele: para ser o segundo nome na coligação com Ciro, basta Tiago “se encostar” mais no senador.

Foto: Reprodução
Tiago Junqueira precisa tirar proveito da coligação

Eu, sozinho

O que se diz no entorno da coligação é que Tiago não acompanha Ciro nas visitas e eventos nem em bairros nem nas cidades.

“Ele acha que tem votos sozinho”, alerta figura da coligação.

Semec: Só SEI que nada SEI

A possível suspensão do protocolo presencial da Semec, em setembro, preocupa profissionais da educação. Segundo relatos, solicitações passarão a ser feitas pelo Sistema Eletrônico de Informações (SEI). Trabalhadores apontam falhas no acesso, problemas com senhas e navegação pouco intuitiva. A mudança pode dificultar o atendimento de quem precisa dos serviços da secretaria.

Foto: Semec

Tecnologia também exclui usuários

Profissionais afirmam que a mudança pode prejudicar idosos, pessoas com dificuldade para utilizar ferramentas digitais e quem não têm acesso regular à internet. Para esse público, o protocolo presencial representa uma alternativa de atendimento. Os trabalhadores defendem que a modernização dos serviços não elimine canais presenciais antes que as falhas do sistema eletrônico sejam solucionadas.

Protocolo presencial faz falta

Segundo os relatos encaminhados à coluna, as dificuldades com o SEI persistem há algum tempo. A preocupação é que o protocolo presencial seja retirado sem que os problemas da plataforma tenham sido resolvidos. O profissional que procura a Semec para protocolar documentos ou esclarecer dúvidas pode acabar sem atendimento efetivo.

Só SEI que nada SEI.

Piauí preso ao mesmo passado

A política do Piauí parece condenada a repetir personagens, práticas e alianças. O conservadorismo persistente virou uma praga que atravessa governos e gerações, preservando velhas estruturas de poder e dificultando a renovação política. Mudam os nomes, os cargos e os discursos, mas muitas práticas permanecem intactas. Enquanto grupos tradicionais se revezam no comando, o Estado continua esperando uma política capaz de romper com esse ciclo e abrir espaço para novas ideias.

Cemitério

O Piauí segue entre os estados mais pobres do Brasil, mas a política local parece não encontrar espaço para discutir industrialização. O chamado parque industrial é, na prática, um arremedo de estrutura produtiva. O local parece um cemitério abandonado, sem infraestrutura compatível com um verdadeiro parque industrial e distante de um projeto consistente para atrair empresas e gerar empregos. A praga do conservadorismo político também aparece aí: preservar o abandono em vez de discutir o desenvolvimento que o Estado precisa.

Estrutura

José de Freitas precisa romper com a condição de cidade dormitório e ampliar seus espaços urbanos, culturais e turísticos. Falta um hotel à altura da cidade, um museu que valorize sua história e uma estrutura viária compatível com seu crescimento. Ruas e avenidas precisam ser ampliadas, asfaltadas e planejadas. A impressão é de que o município parou no tempo enquanto outras cidades avançam.

Altos avança enquanto outros param

Altos vem ampliando sua estrutura urbana e criando novas possibilidades de crescimento, enquanto outros municípios da região permanecem presos a velhos problemas. O avanço da cidade mostra que planejamento, investimentos e capacidade de aproveitar oportunidades podem mudar a realidade de um município. O desenvolvimento não acontece por acaso: exige visão de futuro, infraestrutura e decisões capazes de transformar potencial em resultados concretos para a população.

Encanto

A cidade de Porto, no Piauí, já foi referência de organização e beleza nas décadas de 1980 e 1990. Naquele período, a gestão do ex-prefeito Dó Bacelar deixou marcas positivas na estrutura urbana e na imagem do município. Após a pandemia, porém, a cidade passou a apresentar sinais de abandono.

Hotelaria ausente e infraestrutura turística

Na maioria das cidades do interior do Estado do Piauí, falta uma rede de hospedagem compatível com seu potencial turístico, além de infraestrutura adequada para receber visitantes. O problema vai além de Porto: cidades do Piauí ainda carecem de serviços turísticos profissionais e de uma estrutura preparada para atender quem chega.

Serviços

A falta de serviços básicos também pesa na experiência de moradores e visitantes. Lojas fecham cedo e, aos fins de semana, até encontrar uma padaria aberta pode ser uma tarefa difícil. Uma cidade com potencial turístico precisa estar preparada para funcionar também para quem a visita. Sem comércio, hospedagem e serviços em horários adequados, o turismo acaba perdendo força justamente onde deveria encontrar apoio.

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