Eleição silenciosa 1
Ciro Nogueira tem falado em várias entrevistas que “esta é a eleição mais silenciosa da nossa história”. Trata-se de uma forma de dizer que espera uma surpresa nas urnas, indicando uma disputa acirrada pelo governo, com possibilidade de vitória no primeiro turno para o candidato da oposição, Joel Rodrigues, do PP. Não ria.
Eleição silenciosa 2
O senador e candidato à reeleição, com vantagem considerável sobre seus adversários, ignora os resultados das pesquisas estimuladas de intenção de voto. Na última, do Datafolha, o governador Rafael Fonteles (PT) estava com 55% das intenções de voto – um ponto a menos que na sondagem anterior. Joel aparecia com 25%, quatro pontos percentuais a mais que na pesquisa anterior.
Eleição silenciosa 3
Para Ciro, o silêncio não está nos números expressos na sondagem estimulada, mas no número de indecisos a pouco menos de duas semanas da eleição.
Na sondagem do Datafolha, os indecisos somam 33% e há institutos indicando até 40%, que o senador entende como um eleitorado que não declara voto e não que esteja indeciso.
Olha, olha!
A desmoralização generalizada dos institutos de pesquisa na eleição de Teresina de 2024 recomenda que pelo menos se considere a fala de Ciro Nogueira. Ele pode estar falando por puro achismo, mas também pode expressar um pensamento estatístico bem elaborado por algum especialista.
A ver, então.
Ciro, o rico
Que Ciro Nogueira é um homem rico não há que se duvidar, porém sua condição social valeu a ele uma suspeita, justamente a de ser rico. Pelo menos é o que escreveu a jornalista Malu Gaspar, de O Globo, com base em documento da Polícia Federal, ao noticiar uma ação de busca e apreensão em imóveis residenciais do senador.
Ciro, o rico 2
Segundo escreve Malu, citando relatório da PF, “a diligência também evidenciou sinais de elevado padrão econômico, a exemplo de adega contendo vinhos e whiskies de alto valor e diversas bolsas de grife internacional”.
Ciro, o rico 3
Diz ainda o documento citado pela jornalista que “no closet, foram identificadas várias malas de viagem vazias com etiquetas em nome de terceiros, incluindo familiares do investigado, circunstância que levantou suspeitas quanto à possível utilização para transporte de valores”.
Ou seja, uma pessoa investigada que tenha em casa livros pode ser suspeita de ser inteligente, e uma que não tenha nada será suspeita de ser pobre.
Pague-se-me
O candidato a senador Marcelo Castro, do MDB, tem R$ 2 bilhões de razões para estar ligado ao governador Rafael Fonteles.
Segundo reportagem do portal UOL, esse é o valor de contratos que a Construtora Jurema tem com o governo do Piauí.
A construtora pertence a João Costa e Castro, irmão do senador.
Emendas
Informa o UOL que a Jurema recebeu ao menos R$ 179 milhões de pagamentos em emendas parlamentares.
Desse valor, ao menos R$ 124 milhões de recursos empenhados estão vinculados à atuação do senador.
Frescor
Segundo a reportagem do UOL, o último dos pagamentos à Jurema foi de R$ 11 milhões, feito em 3 de julho, e se refere às obras da rodovia PI-391, na cidade de Uruçuí.
Mas o UOL detectou que existem ainda R$ 74 milhões em emendas de comissão apoiadas por Castro para as últimas fases da obra.
Nada a ver
Procurado, o senador Marcelo Castro disse que não participa da escolha de empresas para as obras e que as emendas de comissão são coletivas. Assim, na visão dele, não seria correto dizer que é dele a ação de destinar recursos para a empresa da família.
Mas é estranho, no mínimo, que um dinheiro com assinatura do senador chegue aos cofres da Jurema. Sempre aos cofres da Jurema e de outras empresas da família do senador.
Obrigado, senador!
O curioso é que, em 29 de abril, o diretor do Departamento de Estradas de Rodagem no Piauí (DER-PI), Leonardo Sobral, agradeceu em sua conta na rede social Instagram ao senador pelo envio do dinheiro. Marcelo deve dizer “isso não é comigo não”.
Lá vem o Dino
O ministro Flávio Dino, do STF, deve estar por esses dias vendo essas emendas de Marcelo Castro.
Aliás, algumas delas acabaram de ser retidas.
Aqui não!
Enquanto isso, na Prefeitura de Teresina, o vice-prefeito Jeová Alencar vai riscando fornecedores licitados porque eles não têm apadrinhamento político.
O distinto senhor Jeová deve ter sua própria Lei de Licitações.
ORAÇÃO DO DIA!
Oi, Deus! Começo esta sexta-feira Te agradecendo por nunca se afastar de mim nem me desamparar em minhas lutas diárias. Às vezes, posso até pensar que estou sozinho(a), mas sei que não estou, pois o Senhor caminha comigo o tempo todo. Amém! 🙏🏻
Versículo do dia:
“Ó Deus, não fiques longe de mim! Ajuda-me agora, meu Deus!”
(Salmos 71,12)
BOM DIA! A PAZ DO SENHOR JESUS CRISTO 🙏
Torpedo
“A galera do Julinho do Lula está jogando pesado para arrancar votos do Marcelo Castro.”
E como. E como.
Saneamento
As obras de saneamento realizadas em alguns bairros de Teresina estão provocando a abertura de ruas que haviam sido pavimentadas recentemente. No Lourival Parente, diversas vias receberam pavimentação em 2024 e 2025, durante o fim da gestão do ex-prefeito Doutor Pessoa. Agora, menos de dois anos depois, os mesmos trechos estão sendo novamente destruídos para a execução das obras. A situação levanta questionamentos sobre o planejamento das intervenções.
Reparos
Além da abertura das vias, moradores do Lourival Parente questionam a qualidade da recomposição do pavimento após as intervenções de saneamento. Em alguns pontos, os reparos apresentam buracos e desníveis. O cenário dá a entender que não houve planejamento adequado entre a pavimentação das ruas e a execução das obras de saneamento.